A força da França é inquestionável. Pode-se debater se encheu os olhos ou não, se precisou da bola parada em excesso para abrir os jogos ou mesmo se não podia ter jogado muito mais do que jogou. Mas o título é de uma sobriedade impressionante. Não dá para dizer que foi fácil, mas ficará para a história como um time que conseguiu sofrer pouco, e que passou um mata-mata sem nem permitir ao rival o famoso drama de fim de jogo. Soberano.

Tanto que chegou a dar a impressão que nem precisou alcançar o seu auge. Uma boa presença de área na bola parada ofensiva, uma zaga extremamente atenta, um Griezmann controlando o ritmo e todo o time fazendo um torneio muito correto, sem grandes exageros, mas sem diminuir o ritmo. O suficiente para fazer quatro gols aos 20 minutos do segundo tempo da final contra a Croácia.

Aos vice-campeões, muito respeito pelo jogo corajoso e por tomar as ações logo no início. Não havia muito mais o que os croatas pudessem fazer, ou melhor, havia o que não podiam ter feito: errar tanto. Difícil existir um campeão do mundo com gol contra, pênalti bobo e goleiro num dia sem grandes defesas. A França fortíssima, quando espetou no ataque, encontrou falhas pontuais do rival.

Curioso agora para ver a sequência do time campeão, se evolui para fazer ainda mais história. Precisará de alternativas, e é rotina no futebol que até os mais vitoriosos elencos carecem de novidades e de frescor para seguirem com a adrenalina em alta. A ver, por exemplo, se Mbappé conquistará protagonismo e como irão envelhecer os outros jovens destaques do time.

No fim, a decisão foi ótima, melhor que o esperado, muito por uma Croácia disposta a não mudar sua característica e ir para cima do principal time do torneio. Dois gols de diferença talvez tenha até sido muito para o que foi o jogo, mas uma final por 4 a 2 não se vê todo dia, ainda mais numa Copa de poucos espaços e muita cautela.

Havia cantado antes da final que os jogadores que mais tinha gostado de ver na Copa eram Kanté, Modric e Hazard. Pela reta final, impossível não ter Griezmann nessa lista. Jogou muito. Podia ter sido eleito o craque da Copa, mas o prêmio para os destaques de Croácia e Bélgica também seria mais do que justo. E foi.

Minha seleção do Mundial tem Courtois; três zagueiros com Godín, Thiago Silva e Varane; Kanté; uma linha de quatro com Rakitic, Modric, Pogba e Hazard; Griezmann e Cavani.  O melhor técnico foi o Martínez, da Bélgica.

No mais, agradeço ao espaço oferecido pelos amigos da Trivela e aos leitores pelos comentários e debate muito respeitosos. Foi um prazer e um privilégio. Leveza e graça nas discordâncias sempre, é só futebol.


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