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O crescimento da cobertura esportiva na era da internet

Desde o celular com câmera de alta resolução até a popularização da banda larga, pequenos passos no âmbito tecnológico da internet modificaram a forma como o mundo consome entretenimento – sem contar as outras infinitas áreas que essas e outras inovações proporcionam.

Essa inovação (que é constante) também afetou e segue afetando a área dos esportes – falando de maneira ampla mesmo. O futebol é o primeiro que vem à mente por sua popularidade no Brasil, mas virtualmente qualquer modalidade esportiva se viu afetada pelas novas possibilidades que uma rede mundial amplamente conectada pode proporcionar.

Jornais impressos como o Lance entraram na internet para ficar; a ESPN deixou de ser um mero canal pago de televisão para se tornar uma multiplataforma de conteúdo que inclui transmissão, streaming, debate e mais, e mesmo gigantes do porte da Rede Globo tiveram que se curvar às inovações e aderir a podcasts complementares para seu conteúdo e criação de seu próprio sistema de transmissão online.

Esses são apenas alguns exemplos superficiais de todas as inovações que a interconectividade proporciona e as quais não têm limite para crescer. O interessante, no caso, é justamente analisar o que existe hoje para, observando eventuais vácuos ainda existentes, tentar prever como essas ou ainda outras inovações irão preenchê-los no ramo esportivo.

Novas formas de consumo

Foi-se o tempo em que determinada empresa de mídia poderia considerar sua cobertura esportiva completa simplesmente narrando e comentando um jogo e obtendo entrevistas na semana do jogo, antes e depois da partida. Esse é o básico, o esperado, e está longe de ser o que se aceita pelo público atual, que é mais do que exigente: é veloz e não aceita ver seu tempo desperdiçado.

Isso representou, antes de mais nada, uma necessidade imediata de rever velhas fórmulas, reformar modelos desgastados e atualizar ideias que não estavam entregando o máximo do seu potencial. Isso se vê, acima de tudo, no futebol, que passou a ser explorado enquanto produto de entretenimento a cada instante, e não mais nos programas esportivos da hora do almoço e duas vezes na semana com transmissões ao vivo de TV.

O primeiro “sintoma” da mudança, por assim dizer, é justamente a expansão da transmissão para novas mídias – notadamente o streaming, que se tornou um modelo de sucesso tão grande que times e federações passaram a brigar com os gigantes da imprensa tradicional pelo direito de exibir partidas. 

Se sairmos desse esporte tradicional e querido e olharmos, então, para as novas modalidades que surgiram justamente com o desenvolvimento tecnológico, então, fica claro como as coisas mudaram em alguns anos. O que antes era considerado brincadeira caseira em poucos anos revelou seu potencial milionário – os eSports, claro, que passaram de entretenimento pessoal para modalidade esportiva respeitada.

Da mesma forma que surgiram novas categorias, surgiram também novas necessidades. Quem quisesse se aprofundar em determinado assunto poderia, por exemplo, ainda dentro da categoria de streaming, escutar podcasts especializados, como o do Trivela.

A relação tripartite atleta-mídia-público ganhou novos contornos, e muitas vezes duas dessas partes se viram independentes de uma terceira, algo raro antes. As regras claramente haviam mudado, e não havia tempo a perder para se adaptar.

Humor e interatividade ditando novas regras

Naturalmente que grandes jornalistas sempre existiram e, não raro, se tornavam celebridades por si só. Com a era da internet e das redes sociais, mais especificamente, o que se viu foi o surgimento de um novo tipo de famoso: o famoso online, que muitas vezes até superava a razão-primária da sua fama, isto é, os objetos do seu trabalho.

Isso fica mais claro quando ilustrado com exemplos, e vale citar aqui os youtubers especializados em eSports. Nomes como Turner “Tfue” e o brasileiro Gaules são, muitas vezes, mais conhecidos do que os atletas cujos jogos são transmitidos e comentados por estes. Talvez não caiba o termo “inversão de papel”, mas é certamente um fenômeno a ser notado com curiosidade.

A verdade é que, na prática, uma parte do público se levantou e tomou as rédeas por si próprio, e isso acabou modificando a forma como a própria mídia lida com o entretenimento esportivo – que passou a ser muito mais leve, bem-humorado e interativo justamente pelo perfil das web-celebridades. O Twitter, tanto quanto o YouTube, se tornaram os novos reinos de majestades que ainda estão apenas descobrindo o alcance do seu potencial. 

O mais empolgante, no fim das contas, acaba sendo justamente não saber qual o próximo ponto de parada do trem de alta velocidade que é a inovação na cobertura esportiva – afinal, tudo isso ainda cabe debaixo do guarda-chuva que leva esse nome.

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