Contenção no meio de campo fez a diferença para o Corinthians

A importância do meio de campo no sucesso do Corinthians de Tite não é novidade. E, mais uma vez, o setor teve uma atuação destacada para garantir a vitória sobre o Santos, na primeira partida das semifinais da Libertadores. A marcação da equipe na cabeça de área, com destaque para Ralf, Paulinho e Jorge Henrique, foi essencial para evitar a pressão do Peixe e garantir a meta de Cássio invicta durante os 90 minutos.

Os santistas tiveram 61,3% de posse de bola e trocaram 499 passes certos, com 86,9% de aproveitamento. No entanto, mal conseguiram infiltrar a defesa adversária. De todo o tempo que o time de Muricy Ramalho ficou com a bola, apenas 5,89% dele foi passado dentro da área do Corinthians. E, quando o alvinegro praiano conseguiu passar pela barreira imposta, a maioria das vezes foi em cruzamentos, recurso utilizado 29 vezes e apenas seis delas com sucesso.

Outro dado de peso é a precisão do clube paulistano nos desarmes. O time da casa até roubou mais a bola, 24 vezes, mas também errou o bote em 12 oportunidades. Já os corintianos somaram 20 desarmes durante o jogo, falhando em apenas quatro tentativas.

Por fim, a objetividade do Corinthians também teve seu peso no resultado. Foram 33,2 passes a cada finalização da equipe – três no gol e outras três para fora. Enquanto isso, o Santos tocou 39,2 vezes a cada chute, precisando trabalhar mais a bola até encontrar espaços para arrematar.