As acusações de Lionel Messi contra a Conmebol durante a Copa América tiveram o seu preço. Nesta sexta-feira, a confederação confirmou a sanção ao argentino: ele ficará três meses suspenso de partidas internacionais e ainda terá que pagar US$50 mil de multa. O camisa 10 se recusou a receber sua medalha e deu declarações fortes ao término da competição, após sua expulsão na decisão do terceiro lugar contra o Chile. Acusou a Conmebol de corrupção e disse que a competição continental estava armada a favor do Brasil.

Na verdade, o gancho não tem grande efeito sobre Messi. Ele perderá apenas as duas próximas Datas Fifa, em que a Argentina realizará amistosos. A Albiceleste pegará Chile e México em setembro. Já em outubro, encarará Alemanha e Portugal. Além disso, ainda existe a chance de apelar ao Tribunal Disciplinar da própria Conmebol. Todavia, por conta da expulsão contra os chilenos, o camisa 10 perderá a rodada inicial das Eliminatórias, em março de 2020.

A Conmebol também havia aberto um expediente em seu Tribunal de Ética. Exigiu que Messi colaborasse nas investigações sobre a corrupção que ele alegou existir na entidade. Este processo, porém, não teve continuidade. A AFA apresentou uma carta do atacante, pedindo desculpas e se retratando das afirmações. Por conta disso, o tal expediente foi encerrado pouco depois de sua criação.

O maior penalizado com a postura de Messi foi Chiqui Tapia, presidente da AFA. Na última semana, a Conmebol retirou a representação interina do dirigente no Conselho da Fifa. A relação com Alejandro Domínguez, presidente da confederação continental, que vinha desgastada desde a final da Copa Libertadores, piorou com o anúncio da Colômbia como sede da final da Copa América de 2020. Assim, as declarações de Messi acabaram se tornando o estopim ao rompimento. Indica como os argentinos perdem poder político no continente.

No fim das contas, a Messi, a situação não tem grandes impactos. O craque se portou como um capitão revoltado e apontou o dedo, mesmo que muitas de suas acusações não tivessem grande sentido – por mais que a Conmebol esteja realmente envolvida em casos de corrupção, assim como a AFA. Por sua vez, a Conmebol faz de conta que mostra serviço e que é dura com os que a caluniam, por mais que seu telhado seja de vidro. Em compensação, não tira o principal jogador do continente de suas competições. E vida que segue.