Nesta terça-feira, a Conmebol divulgou suas decisões quanto à realização do jogo de volta da final da Copa Libertadores. “Antecipando os movimentos”, ficou acertado que a partida acontecerá em campo neutro, e não mais no Monumental de Núñez ou em qualquer outro estádio da Argentina. O novo palco não foi anunciado, mas a entidade continental garante que “será definido pela administração da Conmebol o mais breve possível”. Além disso, o jogo ocorrerá nos dias 8 ou 9 de dezembro. A confederação se encarregará de bancar a viagem, a hospedagem, a alimentação e o traslado interno de até 40 pessoas por delegação.

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Ante a posição, não surpreenderá se a Conmebol levar a final para Miami já nesta oportunidade. Segundo o jornalista americano Grant Wahl, grupos locais se movimentam para viabilizar o evento na Flórida. Também há rumores envolvendo Emirados Árabes, sede do Mundial de Clubes, e Catar. A imprensa local comenta sobre a força política de Assunção, cidade próxima à sede da confederação, com a possibilidade ao Defensores del Chaco. Além disso, outros locais já se ofereceram. A organização do Mineirão foi um deles, enviando um ofício à Conmebol. Já na Europa, clamando as ligações culturais com os dois clubes, a prefeitura de Gênova entrou em contato com os presidentes de Boca e River.

“Conforme os atos de violência ocorridos na cidade de Buenos Aires em 24 de novembro, os quais puseram em risco a segurança dos jogadores, oficiais e aficionados, incluindo delitos que as autoridades da Argentina se encontram ainda investigando, resulta prudente que a final não se jogue neste país”, escreve a Conmebol, em seu comunicado. A entidade faz referência ao Artigo 4 do regulamento da Libertadores, que a aponta como responsável por garantir a integridade, a continuidade e a estabilidade das competições, assim como a segurança esportiva. Desta maneira, seria incumbência da confederação prevenir a violência.

Além disso, o comunicado oficial também cita o Artigo 35, no qual cabe à Conmebol realizar modificações pertinentes se encontrar alguma dificuldade para a disputa de um jogo. “A Conmebol poderá modificar datas e horários, quando considerar prudente ou necessário. Também poderá mudar a sede do jogo como alternativa de solução”, ressalta o trecho.

A Conmebol ainda condiciona as suas ações à decisão do Tribunal Disciplinar. O organismo irá julgar a responsabilidade do River Plate quanto aos ataques. O clube tem até a madrugada desta quarta para apresentar sua defesa. As punições variam desde uma multa até a exclusão da Libertadores. Todavia, informações de bastidores apontam que a entidade planeja realizar a partida, para que não seja decidida pelos tribunais. O Boca Juniors busca uma punição que lhe garanta os três pontos pelo jogo que não ocorreu no sábado, justificando a ameaça à integridade de seus membros. Já o River Plate havia indicado que não aceitaria uma mudança de sede.