O Brasil é um país de democracia relativamente recente. E em uma estrutura na qual a imagem vale mais do que as ideias, o futebol se transforma em trampolim político. A exposição ganha dentro de campo serve para reverberar a campanha nas ruas. Os clubes se tornam as instituições que o candidato passa a representar até mais do que o próprio partido. Ainda que muitos desses políticos-boleiros sejam realmente sérios e tenham propostas reais de melhoras para o país, não dá para negar a ajuda que o esporte dá para deixá-los em evidência.

ELEIÇÕES: O que Dilma e Aécio podem fazer pelo futebol?

Nem sempre cola. A lista de candidatos da bola que ficaram pelo caminho é extensa e inclui alguns dos maiores ídolos de grandes clubes, como Roberto Dinamite, Reinaldo, Ademir da Guia e Marcelinho Carioca. Ainda assim, o número de personagens do futebol que ingressa ou segue no poder legislativo é expressivo. Entre senadores e deputados, são 15 eleitos com passado relevante em clubes ou instituições de repercussão nacional. De Romário, que recebeu votação estrondosa no Rio de Janeiro após o seu último mandato na Câmara, a Jardel, que venceu o pleito sem demonstrar muita noção de suas funções.

E o que esses políticos querem? A maioria deles encampa a bandeira do incentivo às práticas esportivas e à boa gestão do futebol no país. No entanto, suas funções extrapolam apenas uma área de atuação, e as frentes são inúmeras. O que esperar dos recém-eleitos e do que cobrá-los? Abaixo, a apresentação dos 15 vitoriosos, com o histórico e as principais propostas:

Romário

Partido: PSB
Cargo: Senador pelo Rio de Janeiro
Resultado: 4,68 milhões de votos (63,4% dos votos válidos)
Carreira política: Deputado Federal (2010)

Romário começou a carreira política em 2009. Eleito deputado federal com 146 mil votos, o ex-atacante ganhou destaque pela postura combativa na Câmara. Boa parte de seus 128 projetos defendia a reforma no futebol brasileiro e a proteção aos portadores de necessidades especiais. No entanto, também legislou em outras frentes, propondo medidas para criminalizar a divulgação de material íntimo, priorizar o julgamento de crimes de corrupção e tornar o ensino da Constituição obrigatório. Na disputa pelo Senado, o Baixinho derrotou figurões políticos, como César Maia (ex-prefeito do Rio) e Carlos Lupi (ex-Ministro do Trabalho). A exposição na mídia durante o período de preparação à Copa do Mundo, cobrando o governo federal e a CBF, certamente contribuiu para a votação expressiva.

Principais propostas: Investimento no desporto escolar e na construção de quadras; luta pelo legado das Olimpíadas de 2016 e controle dos gastos; construção de centros de atendimentos especializados em doenças raras; ampliação dos instrumentos democráticos, através de meios digitais; incentivo à pesquisa, facilitando a entrada de materiais científicos no país; garantia do direito das mulheres; luta pelo repasse dos royaltes do petróleo e pela transparência no processo de divisão das receitas do petróleo.

Fernando Bezerra Coelho

Bezerra

Partido: PSB
Cargo: Senador por Pernambuco
Resultado: 2,65 milhões de votos (64,3% dos votos válidos)
Carreira política: Deputado Estadual (1982), Deputado Federal (1986, 1990), Prefeito de Petrolina (1992, 2000 e 2004), Ministro da Integração Nacional (2011-13)

Formado em administração e com base política na cidade de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho se tornou dirigente após já ter iniciado a vida política. Foi eleito presidente do Santa Cruz em 2008, permanecendo por dois anos no cargo. Durante sua gestão, o Tricolor não conseguiu sair da Série D, embora tenha contornado alguns problemas administrativos. Logo após deixar o clube, assumiu o Ministério da Integração Nacional. Saiu após o rompimento do PSB com o governo federal, aliado político de Eduardo Campos.

Principais propostas: Criar polo de energia eólica no agreste e no sertão pernambucano, buscar a reforma tributária e a redução de impostos, oferecer irrigação aos agricultores, assegurar 10% da receita da União para a saúde e lutar por recursos às políticas de gênero.

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Andrés Sanchez

Andres

Partido: PT
Cargo: Deputado federal por São Paulo
Resultado: 169 mil votos (20º mais votado do Estado)
Carreira política: Primeiro mandato

Como presidente do Corinthians, Andrés Sanchez possui como maior marca a valorização do marketing do clube e a reestruturação após a queda à Série B. Os alvinegros serviram de trampolim político ao dirigente, que se tornou diretor de seleções da CBF em 2011. Acabou demitido do cargo após a queda de Ricardo Teixeira, mas seguiu nos holofotes do futebol ao liderar o projeto de construção da Arena Corinthians. As relações próximas com o governo federal o fizeram sair candidato pelo PT, se tornando o mais votado do partido em São Paulo. Com a eleição, deverá deixar a administração do estádio corintiano e reduzir sua presença nos bastidores do clube, embora tenha mais voz para combater seus opositores no comando da CBF na Câmara – e, assim, também atender os próprios anseios como dirigente.

Principais propostas: O corintiano encampa em seu projeto a reforma do sistema político e eleitoral, o fim da reeleição de cargos executivos, com mandatos de seis anos, o incentivo à indústria esportiva, a inclusão social em comunidades carentes, o desenvolvimento regional com obras públicas e a expansão dos programas de saúde do governo federal.

Danrlei

Danrlei

Partido: PSD
Cargo: Deputado federal pelo Rio Grande do Sul
Resultado: 158 mil votos (2º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Federal (2010)

O ídolo do Grêmio na década de 1990 se lançou na política em 2010, como candidato a deputado federal pelo PTB. O ex-goleiro recebeu 173 mil votos naquela eleição, quarto mais votado no Rio Grande do Sul e primeiro entre os esportistas de todo o país. Um ano depois, mudou de legenda para se tornar um dos principais representantes do recém-fundado PSD em seu Estado.  Na Câmara, Danrlei apresentou 47 projetos, a maioria relacionada à legislação esportiva e ao incentivo às bicicletas.

Principais propostas: Não tem propostas específicas, prometendo trabalhar pelo esporte, saúde e educação. Também ressalta a importância da agricultura e da cultura para o Rio Grande do Sul.

Evandro Rogério Roman

Roman

Partido: PSD
Cargo: Deputado federal pelo Paraná
Resultado: 92 mil votos (20º mais votado do Estado)
Carreira política: Primeiro mandato

Árbitro da CBF entre os anos 1990 e 2000, Roman passou a integrar o quadro da Fifa em 2008, quatro anos antes de se aposentar. No entanto, a partir de 2011 passou a conciliar a carreira com o cargo de Secretário Especial do Esporte, nomeado pelo governador Beto Richa. Em seguida, se tornou Secretário de Esporte e Turismo do Paraná. Doutor em educação física pela Unicamp, o árbitro se filiou ao PSD em 2013, se tornando candidato pela primeira vez nestas eleições. Entre seus principais projetos como secretário estão um programa para o esporte olímpico paranaense e incentivos a academias no estado por meio de subsídios.

Principais propostas: Durante a campanha, apresentou-se como deputado do esporte e da agricultura. Prometeu estimular a modernização nos portos de Paranaguá e Antonina, criar centros de juventude, construir instalações esportivas nas escolas, investir na infraestrutura rodoviária e dar suporte aos produtores rurais.

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Sergio Zveiter

Zveiter

Partido: PSD
Cargo: Deputado federal pelo Rio de Janeiro
Resultado: 57 mil votos (27º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Federal (2010)

Um dos nomes mais proeminentes da família de juristas que rege o futebol brasileiro, Sergio Zveiter foi juiz do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro. Também esteve à frente da do STJD entre 1998 e 1999, substituindo o irmão Luiz Zveiter no cargo. Deixou a entidade da CBF antes de assumir a Secretaria de Justiça do Rio de Janeiro, passando a participar de maneira mais ativa na vida política. Ligado às áreas de justiça e cidadania na Câmara, formulou o projeto de lei que monopoliza para a união a exploração dos recursos naturais da Amazônia.

Principais propostas: Voto aberto no Congresso, cassação automática de parlamentares condenados por improbidade ou crime contra a administração pública, defesa do consumidor e combate à morosidade do poder judiciário.

Deley

Deley

Partido: PTB
Cargo: Deputado federal pelo Rio de Janeiro
Resultado: 48 mil votos (34º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Federal (2002, 2006, 2010)

O meio-campista do Fluminense foi um dos jogadores mais emblemáticos do clube na década de 1980, participando da conquista do tricampeonato carioca e do Brasileiro de 1984. Chegou a rodar por vários clubes após deixar as Laranjeiras em 1987, mas logo ingressou na carreira política. Formado em administração esportiva e filiado ao PSDB em 1992, Deley se tornou Secretário do Esporte e Lazer em Volta Redonda. Sua primeira candidatura foi em 2002. Desde então, passou por cinco partidos diferentes e está indo para o quarto mandato.  Entre seus projetos de lei na Câmara estão a obrigatoriedade de instalações esportivas nas escolas públicas e a criação de um vale-esporte.

Principais propostas: Embora se apresente como “Deputado do Esporte”, Deley aparece também como representante de Volta Redonda e do Vale do Paraíba fluminense na Câmara. Defende investimentos em esporte e lazer, projetos de habitação para a região, assistência social e benefícios para aposentados e pensionistas.

Evandro Leitão

evandro

Partido: PDT
Cargo: Deputado estadual pelo Ceará
Resultado: 70 mil votos (12º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Estadual (2010)

Formado em economia e direito, Evandro Leitão ganhou notoriedade como dirigente do Ceará a partir de 2006. Foi diretor administrativo, diretor de futebol e vice-presidente, antes de ser eleito para comandar o clube a partir de 2009. Presidente na conquista do acesso à Série A e no tetracampeonato estadual, passou a conciliar a carreira política a partir de 2010. Foi eleito segundo suplente à Assembleia Legislativa, antes de assumir a Secretaria do Trabalho. Já neste ano, foi o segundo mais votado de seu partido nas eleições legislativas no estado.

Principais propostas: Defender o fortalecimento do sistema público de emprego, a expansão do ensino técnico, combater o trabalho infantil, aumentar o orçamento estadual da assistência social, apoiar a criação de restaurantes populares, reajuste salarial dos servidores públicos e criação de programas para jovens visando a inclusão social através do esporte.

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João Leite

João Leite

Partido: PSDB
Cargo: Deputado estadual por Minas Gerais
Resultado: 63 mil votos (41º mais votado do Estado)
Carreira política: Vereador (1992) e Deputado Estadual (1994, 1998, 2002, 2006, 2010)

Um dos melhores goleiros da história do Atlético Mineiro, João Leite fez carreira com a camisa do Galo até o início dos anos 1990. Líder do grupo Atletas de Cristo e formado em história, demorou pouco para se envolver com a política. Eleito vereador por Belo Horizonte em 1992, dois anos depois se candidatou a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Desde então, são cinco mandatos consecutivos, indo para o sexto como o sétimo mais votado de seu partido. Sem limitar sua legislatura ao esporte, chegou a presidir a Comissão de Direitos Humanos. Também foi Secretário de Desenvolvimento Social e Esportes durante o governo de Aécio Neves. Entre seus principais projetos como deputado estão a Lei de Incentivo ao Esporte, a criação do Conselho Estadual do Idoso e o Programa Campos de Luz (que promove a construção e a adequação de campos de futebol em comunidades carentes).

Principais propostas: O site oficial do candidato não apresenta propostas, embora atualmente ele seja presidente da e Comissão de Segurança Pública e um dos autores da PEC 69, que pretende reintegrar ao Estado quase 100 mil servidores efetivados sem concurso público.

Bebeto

Bebeto

Partido: Solidariedade
Cargo: Deputado estadual pelo Rio de Janeiro
Resultado: 61 mil votos (21º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Estadual (2010)

O atacante do tetra não tentou a carreira política de imediato após a aposentadoria. Após criar o seu projeto social e se arriscar como técnico, Bebeto se candidatou pela primeira vez em 2010, pelo PDT, e foi eleito com 28 mil votos. Durante a legislatura, atuou nas áreas de esporte, saúde e educação. O veterano também mudou de partido, filiando-se ao Solidariedade, e tornou-se membro do Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Embora tivesse função mais decisória no COL, Bebeto se manteve em evidência às vésperas do Mundial, servindo principalmente como porta-voz da entidade. Já nestas eleições, conseguiu dobrar sua votação, sendo o segundo mais votado de sua legenda.

Principais propostas: Tornar obrigatório o ensino integral em escolas públicas. Fora isso, Bebeto é mais genérico em suas defesas. Promete lutar por investimentos em educação e esportes, saúde de qualidade, segurança nas ruas, recursos para obras de infraestrutura em bairros carentes e ações em prol dos direitos das mulheres, crianças e animais.

Gustavo Carvalho

Gustavo

Partido: PROS
Cargo: Deputado estadual pelo Rio Grande do Norte
Resultado: 57 mil votos (5º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Estadual (2006, 2010)

Formado em economia, o empresário foi Secretário de Esportes de Natal e Secretário Estadual de Infraestrutura antes de se eleger deputado estadual pela primeira vez, em 2006. Na época, também exercia seu primeiro mandato como presidente do América, conseguindo os acessos na terceira e na segunda divisão do Brasileirão. Seguindo na Assembleia Legislativa, voltou ao comando do clube neste ano, com o clube na Série B. Entre seus projetos como deputado, incentivou a pesca no estado e destinou 5% das vagas na UERN a portadores de necessidades especiais.

Principais propostas: Genérico em suas propostas na página oficial, Carvalho aponta para a segurança pública, infraestrutura, acessibilidade, inclusão social, qualificação profissional, atenção ao idoso e à juventude, cuidado com a saúde e abastecimento de água.

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Osmar Baquit

Baquit

Partido: PSD
Cargo: Deputado estadual pelo Ceará
Resultado: 47 mil votos (27º mais votado do Estado)
Carreira política: Deputado Estadual (1998, 2002, 2006, 2010)

Deputado estadual desde 1998, Baquit já estava no quarto mandato quando venceu as eleições presidenciais no Fortaleza, em 2011. Presidente do Leão do Pici desde então, não conseguiu tirar o clube da Série C, apesar das chances de acesso neste ano. Licenciou-se durante a campanha na terceira divisão para concorrer outra vez à Assembleia Legislativa. Suas principais emendas como deputado estão ligadas a obras de infraestrutura em cidades do interior cearense.

Principais propostas: Trabalhar pela instalação de rede elétrica e adutoras no interior do estado, bem como pela pavimentação das ruas e pelo fomento da agricultura.

Jardel

Jardel

Partido: PSD
Cargo: Deputado estadual pelo Rio Grande do Sul
Resultado: 41 mil votos (34º mais votado do Estado)
Carreira política: Primeiro mandato

Centroavante do Grêmio e do Vasco na década de 1990, Jardel fez fama no futebol português, mas não soube gerir sua carreira. Na última década, rodou por equipes pequenas e admitiu problemas financeiros, bem como a dependência química. O veterano foi convidado a entrar na política por Danrlei, fazendo dobradinha com o deputado federal na campanha. Em entrevista ao Zero Hora, Jardel declarou que se candidatou em um “projeto de todos, mas que veio para mim mesmo” e que lhe “faltava ocupação, abrindo as portas para uma oportunidade que o povo vai me dar”. Além disso, se considerou um político de direita por ser “um cara direito demais”. Em seus panfletos, aparece ao lado de Felipão e Cristiano Ronaldo.

Principais propostas: Jardel admitiu que não possui projetos específicos, mas prometeu lutar no auxílio de dependentes químicos, em prol da educação integral e por mais postos de saúde. Em seu panfleto, também promove a defesa da criança e da educação.

Sergio Frota

Frota

Partido: PSDB
Cargo: Deputado estadual pelo Maranhão
Resultado: 30 mil votos (37º mais votado do Estado)
Carreira política: Vereador (2012)

Empresário, Sergio Frota teve como grande trampolim o Sampaio Corrêa. Tornou-se presidente da Bolívia Querida em 2007, ajudando na reestruturação do clube rumo à Série B. A boa fase do clube também o ajudou a ganhar notoriedade na política. Em 2012, foi eleito para a Câmara de Vereadores de São Luís. Já neste ano, usando as cores do clube na campanha, conseguiu uma vaga na Assembleia Legislativa graças ao coeficiente eleitoral.

Principais propostas: Implantar escolas regionais de futebol de base, construir quadras poliesportivas por todo o estado, criar ciclovias nas principais cidades, criar estações de saúde para a terceira idade, promover a coleta seletiva e incentivar projetos esportivos para a formação de atletas.

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Bobô

Bobô

Partido: PC do B
Cargo: Deputado estadual pela Bahia
Resultado: 27 mil votos (79º mais votado do Estado)
Carreira política: Primeiro mandato

Maior ídolo da história do Bahia, Bobô sempre é lembrado como craque do título brasileiro de 1988. Depois de pendurar as chuteiras, o meia tentou a carreira de técnico e foi dirigente do Tricolor, antes de entrar para a política. A partir de 2006 atuou como diretor geral da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia, órgão responsável por administrar o esporte no Estado. Um dos episódios mais marcantes de sua gestão foi a queda de parte das arquibancadas da Fonte Nova em 2007, sendo absolvido pela morte de sete pessoas, apesar de saber da degradação do estádio. Bobô filiou-se ao PC do B em 2011 e, depois de desistir de se candidatar a vereador de Salvador em 2012, tentou o seu primeiro cargo eletivo neste ano. Entre os eleitos, foi o segundo deputado baiano menos votado, puxado pelo coeficiente eleitoral de sua coligação.

Principais propostas: Defender o esporte e o lazer como política de Estado, colocando-os como caminho para a inclusão social e a defesa da cidadania. Também promete seguir com o trabalho desenvolvido na Sudesb, em apoio aos atletas baianos.

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