Nas últimas semanas, o Tigres viveu no centro dos noticiários. Fez algumas das contratações mais surpreendentes da janela de transferências e chegou à inédita final da Libertadores. Porém, o momento é grandioso para o futebol de Nuevo León como um todo. Enquanto a diretoria (que fique claro, não necessariamente os torcedores) apoia o rival na decisão continental, o Monterrey entrou em uma nova era. Os Rayados promoveram uma noite inesquecível no último domingo para inaugurar o seu novo estádio, com direito a grande queima de fogos e vitória sobre o convidado Benfica por 3 a 0.

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Durante 63 anos, o Monterrey atuou no Estádio Tecnológico, com capacidade para 36 mil pessoas. O estádio público, pertencente a uma universidade da região (como a casa do Tigres), chegou a ser uma das sedes na Copa do Mundo de 1986, abrigando os três jogos da Inglaterra na fase de grupos. Entretanto, já estava obsoleto para as necessidades dos Rayados, que certamente darão um salto com a nova arena. A construção custou US$ 200 milhões aos bolsos do Monterrey e da FEMSA (empresa de bebidas proprietária do clube), que também terão boa capacidade de fazer dinheiro com o local.

A começar pelos próprios naming rights: a casa foi batizada como Estádio BBVA Bancomer, banco que também dá nome ao Campeonato Mexicano. As arquibancadas têm bem mais capacidade que o antigo estádio, podendo abrigar 51 mil pessoas nos jogos e 70 mil nos shows. Além disso, há também uma rede de lojas e restaurantes integrada à estrutura do local, bem como um parque ecológico em seu entorno. A criação do parque, aliás, foi um caminho encontrado para lidar com o maior problema durante a construção, atrasada por conta de disputas com ecologistas e urbanistas, assim como por falta de alvará público.

Antes de a bola rolar, o clube realizou um show com luzes e fogos, homenageando os ídolos Rayados e a cultura regiomontana. Já dentro de campo, o Monterrey correspondeu às expectativas, com uma vitória imponente sobre o Benfica para conquistar a Taça Eusébio, em disputa no amistoso. O primeiro gol do novo estádio foi marcado por César Montes, de apenas 17 anos, enquanto Rogelio Funes Mori e Santiago Rivera completaram a vitória por 3 a 0. Noite inesquecível para todo o clube, que começa a escrever um novo capítulo de sua história.

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