Na contramão da Conmebol, a Concacaf anunciou um novo formato mais enxuto para a sua principal competição continental. A Champions League da entidade – conhecida como Concachampions – será disputada por apenas 16 clubes, entre fevereiro e maio. Para que outros países do continente não se sintam deixados para trás, foi criado um segundo torneio, de agosto a outubro, que classificará o seu campeão para a Concachampions. Outra novidade importante é a extinção da fase de grupos, tanto na competição secundária, quanto na de maior importância. Os dois campeões, um deles representante da confederação no Mundial de Clubes, serão conhecidos depois de quatro rodadas de mata-mata, com jogos de ida e volta.

LEIA MAIS: Desbravando o continente: Pela primeira vez, a Guiana Francesa disputará a Copa Ouro

A Concacaf anunciou a novidade como uma expansão da Concachampions, mas, na prática, não é bem assim. Realmente, agora 31 clubes podem se tornar campeões continentais, mas 16 deles terão que disputar o novo torneio – que, por enquanto, está sendo chamado de Primeira Fase, pela entidade – em busca de uma única vaga nas oitavas de final da Segunda Fase, a principal, com as melhores equipes da região, que entram automaticamente no mata-mata, valendo vaga no Mundial.

Os mais afetados foram os países da América Central e do Caribe. Costa Rica, Honduras, Guatemala, Panamá e El Salvador tinham duas vagas cada no formato anterior e agora têm apenas uma. Mas esses clubes entrarão automaticamente nas oitavas de final e outros dois disputarão a competição secundária da Concacaf. A mesma coisa com o Caribe, que ameaçou rachar com a Concacaf diante da expansão da Copa do Mundo: tinha três vagas na antiga Concachampions e agora terá uma diretamente nas oitavas de final e mais três no torneio secundário.

Estados Unidos e México mantiveram seus quatro representantes porque nesse vespeiro ninguém vai mexer. E, tecnicamente, são realmente os países que enviam a maioria dos times para as fases mais agudas da Concachampions nos últimos anos. Na era Champions League (de 2008 para cá), todas as decisões tiveram equipes do México e da Major League Soccer, com supremacia total dos mexicanos, campeões de todas essas edições.

A Concacaf afirmou que os países e as sub-regiões receberam as vagas de acordo com um ranking criado pela entidade, que levou em conta sucesso dos países e das regiões na Concachampions nas últimas nove edições. Veja como ficaram as estruturas dos dois torneios para 2017/18:

Primeira Fase: dois times de Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá; um time de Belize; três do Caribe.

Segunda Fase: quatro times de Estados Unidos e México; um time de Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Panamá; um time do Caribe, um time do Canadá; e o campeão da Primeira fase.

“O crescimento contínuo da competição de clubes da Concacaf representa o fortalecimento do esporte na região e, junto com o novo formato da Champions League, fornece a base para uma estrutura formidável que irá entreter e engajar torcedores por muitos anos”, afirmou o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, no comunicado publicado no site da entidade.