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História da Concachampions na década de 2000

Saiba como foi a década de 200 na Liga dos Campeões da Concacaf, que mudou de nome no meio do caminho

2000

Campeão: Los Angeles Galaxy (EUA)
Vice: Olímpia (HON)
Artilheiro: Denilson Costa (Olímpia) – 3 gols
Sede: Los Angeles (EUA) – fase final
Número de clubes: 8
Países estreantes: nenhum

A edição manteve o formato, mas a Concacaf decidiu pelo fim dos playoffs entre clubes da MLS e da Primera División. A sede da fase final permaneceu em território estadunidense, mas na cidade de Los Angeles, no estádio Memorial Coliseum.

Classificaram-se para o torneio DC United (EUA) e Los Angeles Galaxy (EUA), campeão e vice da MLS; Pachuca (MEX) e Toluca (MEX), vencedores dos torneios Invierno e Verano; Olímpia (HON), Real España (HON) e Alajuelense (CRC), vindos da zona da América Central, e Joe Public (TRI), vencedor da zona caribenha.

Apenas um resultado surpreendeu nas quartas de final: a vitória do Olímpia sobre o Toluca por 1×0. Quer dizer, surpreendeu até a chegada das semifinais, quando os hondurenhos sob o comando do brasileiro Denílson da Costa, do argentino Danilo Tosello e do uruguaio Robert Lima golearam o Pachuca por 4×0 e puseram fim a participação azteca na competição. Nas outras partidas, Pachuca, DC United e Galaxy eliminaram Joe Public (1×0), Alajuelense (2×1) e Real España (0x0 e 5×3 nos pênaltis). Na semifinal, em confronto caseiro, Galaxy e DC United empataram por um gol, mas os angelinos venceram nas penalidades (4×2) e foram à decisão.

Na final, o surpreendente time de Honduras até segurou o empate durante boa parte do confronto, mas um gol do zagueiro Ezra Hendrickson há dez minutos do fim deu a vantagem, a taça e o último título de um time norte-americano na competição.

2002

Campeão: Pachuca (MEX)
Vice: Morelia (MEX)
Artilheiro: Alex Fernandes (Morelia) e Juan Arango (Pachuca) – 4 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 16
Países estreantes: nenhum

Com o cancelamento da edição de 2001, o torneio do ano seguinte acabou inchando, recebendo também os clubes que estariam classificados para a edição anterior. Na prática, houve apenas o acréscimo de uma fase de oitavas de final ao mata-mata. De mudança, a fase passou a contar com jogos em ida e volta, apenas com a final disputada em partida única, por solicitação dos finalistas.

Os 16 classificados para a competição foram: Morelia (MEX), Pachuca (MEX), Santos (MEX), América (MEX), Kansas City Wizards (EUA), Chicago Fire (EUA), San Jose Earthquakes (EUA) e DC United (EUA) da zona Norte; Municipal (GUA), Saprissa (CRC), Olímpia (HON), Comunicaciones (GUA), Tauro (PAN) e Alajuelense (CRC) da zona Central; Defence Force (TRI) e W Connection (TRI) da zona do Caribe.

Nas oitavas, os aztecas Pachuca (0x1 e 4×0 no Defence Force), Morelia (2×0 e 0x1 no Saprissa) e Santos (1×1 e 4×2 no Tauro) avançaram, assim como os norte-americanos San Jose (1×0 e 3×1 no Olímpia), Chicago Fire (1×0 e 2×0 no Municipal) e Kansas City (1×0 e 2×0 no W Connection). Somente Alajuelense (1×0 e 2×0 no América) e Comunicaciones (4×0 e 1×2 no DC United) conseguiram furar o monopólio do Norte.

No duelo dos intrusos nas quartas de final, melhor para o clube da Costa Rica, que venceu por 3×2 e 3×0 e foi para a semi. Passaram também Pachuca (3×0 e 0x1 no San Jose), Morelia (2×0 e 1×2 no Chicago Fire) e Kansas City (1×2 e 2×0 no Santos). Nas semifinais, os mexicanos foram os donos da bola: o Pachuca perdeu a primeira partida para a Alajuelense (2×1), mas venceu na volta por 2×0, enquanto o Morelia massacrou os Wizards por 6×1 na ida e só segurou o empate por um gol na volta.

A decisão foi jogada em campo neutro, no estádio Azul, na capital azteca. Com problemas de datas, uma única partida foi agendada. A vitória ficou com o Pachuca, com um gol marcado pelo argentino Walter Sivani no início da segunda etapa, dando o primeiro título continental aos Tuzos, que iniciariam a partir de então uma década dourada para o clube.

2003

Campeão: Toluca (MEX)
Vice: Morelia (MEX)
Artilheiro: Reinaldo Navia (Morelia) – 5 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 16
Países estreantes: nenhum

O formato do torneio com 16 clubes na fase final agradou e foi mantido pela Concacaf, o que possibilitava que mais clubes da MLS e da liga mexicana participassem da competição, aumentando a audiência e popularidade da Copa dos Campeões.

Dessa forma, as 16 vagas da edição foram assim divididas: Morelia (MEX), Toluca (MEX), Necaxa (MEX), América (MEX), Los Angeles Galaxy (EUA), New England Revolution (EUA), San Jose Earthquakes (EUA) e Columbus Crew (EUA) da zona Norte; Municipal (GUA), FAS (SLV), Motagua (HON), Comunicaciones (GUA), Árabe Unido (PAN) e Alajuelense (CRC) da zona Central; Arnett Gardens (JAM) e W Connection (TRI) da zona do Caribe.

Foi um torneio dominado por clubes mexicanos, que venceram simplesmente todas as partidas nas quais estiveram envolvidos. Nas oitavas, Toluca, América, Morelia e Necaxa superaram W Connection, FAS, Comunicaciones e Arnett Garden. Dos clubes estadunidenses, Columbus Crew e Galaxy se impuseram sobre Árabe Unido e Motagua, mas San Jose e New Englandd caíram para Municipal e Alajuelense. Nas quartas, entretanto, pouco puderam fazer: Toluca e Necaxa passaram por Municipal e Los Angeles Galaxy com duas vitórias cada, enquanto América e Morelia golearam Alajuelense e Columbus Crew para se darem ao luxo de perder na volta.

A semifinal reservou um duelo emocionante: após perder o primeiro jogo por 4×1, em casa, o Toluca visitou o América com uma difícil missão para tentar reverter a vantagem. O jogo manteve-se sem gols até  os 24 da segunda etapa, quando o Toluca iniciou um reação fulminante, marcando quatro gols, o último aos 47 minutos, e ficando com a vaga na final. Na outra perna, o Morelia arrancou um empate sem gols fora e goleou o Necaxa por 6×0 em casa.

Na decisão, o Toluca arrancou um empate emocionante fora de casa por 3×3. Na volta, venceu por 2×1 em casa e conquistou seu segundo título continental, 45 anos depois da primeira taça, deixando os rivais com o bi vice-campeonato.

2004

Campeão: Alajuelense (CRC)
Vice: Saprissa (CRC)
Artilheiro: Alonso Solis (Saprissa) e Cornell Glen (Jabloteh) – 3 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 8
Países estreantes: nenhum

A Concacaf trouxe de volta o formato com oito times classificados e mata-mata a partir das quartas de final. A tonalidade política se deu com a impossibilidade de participação do Comunicaciones, em virtude da suspensão imposta pela FIFA à Federação da Guatemala.

Classificaram-se para o torneio San Jose Earthquakes (EUA), Chicago Fire (EUA), Pachuca (MEX) e Monterrey (MEX), vindos da zona Norte; Alajuelense (CRC), Saprissa (CRC) e FAS (SLV), da zona da América Central; e San Juan Jabloteh (TRI), vencedor da zona caribenha.

Os costa-riquenhos surpreenderam e eliminaram Pachuca e San Jose nas quartas de final, enquanto Chicago e Monterrey superaram San Juan e FAS. Na semifinal, com vitórias na partida de ida, Saprissa e Alajuelense passaram por Chicago Fire e Monterrey, para fazerem a primeira final caseira da história do país na Copa dos Campeões.

Na decisão, após arrancar um empate por 1×1 fora de casa, a Alajuelense goleou os rivais em casa, por 4×0, com grande exibição de Froylán Ledezma, e conquistou o bicampeonato continental do torneio.

2005

Campeão: Saprissa (CRC)
Vice: Pumas UNAM (MEX)
Artilheiro: Ronald Gómez (Saprissa) – 3 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 8
Países estreantes: nenhum

O primeiro torneio valendo vaga na disputa do recém-criado Mundial de Clubes da FIFA foi, também, o último que viu a taça da competição ser conquistada por um time não mexicano. Ainda, assim, os aztecas colocaram um time na final, dando mostras do domínio que exerceriam nos anos seguintes.

Obtiveram vaga para o torneio DC United (EUA), Kansas City Wizards (EUA), Pumas UNAM (MEX) e Monterrey (MEX), vindos da zona Norte; Municipal (GUA), Saprissa (CRC) e Olímpia (HON), da zona da América Central; e Harbour View (JAM), vencedor da zona caribenha.

Nas quartas, Pumas e Monterrey deixaram Olímpia e Municipal para trás, garantido as vagas mexicanas. Pelo lado de cima da fronteira, o DC United fez a sua parte, passando pelo Harbour View, mas os Wizards caíram para o Saprissa. Nas semifinais, o Pumas passou pelo DC United com uma goleada por 5×0 em casa, enquanto os costa-riquenhos venceram o Monterrey nos pênaltis.

Na decisão, o Deportivo Saprissa venceu em casa por 2×0 e, mesmo perdendo no México por 2×1, levou seu segundo título continental, garantindo a vaga no Mundial de Clubes da Fifa.

2006

Campeão: América (MEX)
Vice: Toluca (MEX)
Artilheiro: Aarón Padilla (América) – 4 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 8
Países estreantes: nenhum

O formato foi mantido e mexicanos e costa-riquenhos dominaram a edição da Copa dos Campeões de 2008, garantindo todas as vagas das semifinais. Foi também o início do domínio azteca sobre o torneio.

As oito vagas para a edição ficaram com New England Revolution (EUA) e Los Angeles Galaxy (EUA), América (MEX) e Toluca (MEX), vindos da zona Norte; Alajuelense (CRC), Saprissa (CRC) e Olímpia (HON), da zona da América Central; e Portmore United (JAM), vencedor da zona caribenha.

Nas quartas, os mexicanos América e Toluca passaram por Portmore e Olímpia, enquanto Alajuelense e Saprissa superaram os estadunidenses NE Revolution e LA Galaxy. Nas semifinais, Toluca e América eliminaram Saprissa e Alajuelense e voltaram a fazer uma final azteca na competição. Na decisão, após empate sem gols na ida e na volta, o jogo foi para a prorrogação, onde o América venceu por 2×1 e garantiu o quinto título continental do clube jogando em casa.

2007

Campeão: Pachuca (MEX)
Vice: Chivas de Guadalajara (MEX)
Artilheiro: Luciano Emílio (DC United) e Omar Bravo (Chivas de Guadalajara) – 4 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 8
Países estreantes: nenhum

O domínio mexicano na competição ficava cada vez mais evidente: pelo segundo ano consecutivo os mexicanos superaram todos os seus rivais e decidiram a principal competição interclubes da Concacaf.

Os classificados para a fase final foram Houston Dynamo (EUA) e DC United (EUA), Pachuca (MEX) e Chivas de Guadalajara (MEX), vindos da zona Norte; Puntarenas (CRC), Marquense (GUA) e Olímpia (HON), da zona da América Central; e W Connection (TRI), vencedor da zona caribenha.

Os aztecas não deram chances aos rivais e só foram parados por seus próprios rivais caseiros. Nas quartas, enquanto Houston e DC United passaram por Puntarenas e Olímpia, Chivas e Pachuca superaram W Connection e Marquense. Nas semifinais, o Chivas eliminou o DC United, enquanto o Pachuca precisou da prorrogação para levar a melhor sobre o Houston Dynamo.

Na final, após empates por 2×2 e 0x0, a disputa foi decidida nos pênaltis e coube a Alberto Medina desperdiçar a sétima e última cobrança do Rebaño Sagrado, dando o bicampeonato continental ao Pachuca.

2008

Campeão: Pachuca (MEX)
Vice: Saprissa (CRC)
Artilheiro: Devon McTavish (DC United) e Luis Montes (Pachuca) – 3 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 8
Países estreantes: nenhum

Foi a última edição no formato antigo e com a denominação de Copa dos Campeões. A partir daquele ano, a Concacaf adotaria um modelo espelhado na Liga dos Campeões da UEFA.

As oito vagas ficaram com Houston Dynamo (EUA) e DC United (EUA), Pachuca (MEX) e Atlante (MEX), vindos da zona Norte; Saprissa (CRC), Municipal (GUA) e Motagua (HON), da zona da América Central; e Habour View (JAM), vencedor da zona caribenha.

Nas quartas de final, os norte-americanos Houston e DC United passaram por Municipal e Harbour View, enquanto o Pachuca superou o Motagua. O outro azteca, contudo, parou ainda na primeira eliminatória, com o Saprissa eliminando o Atlante. Na semifinal, os times da MLS ficaram pelo caminho: o Houston perdeu para o Saprissa, enquanto o DC United foi superado pelo Pachuca.

Então campeão, o Pachuca não teve grandes dificuldades para renovar o título. Arrancou um empate por 1×1 na Costa Rica e venceu em casa por 2×1, garantindo o tricampeonato e o bi consecutivo da última edição da Copa dos Campeões. 

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