Como usar Özil, Wenger? “Você pode colocar mais jogadores com mentalidade defensiva ao seu lado”

Das 254 partidas que Mesut Özil disputou com a camisa do Arsenal, 196 foram sob o comando de Arsène Wenger, treinador responsável por sua contratação nos Gunners e ainda estava no clube quando o meia renovou seu contrato por um salário astronômico. Desde a saída do francês, Özil se tornou mais um fardo do que um armador para dois diferentes treinadores, e Wenger resolveu dar uma mão. Em entrevista à Der Spiegel, deu uma dicas de como tirar o melhor do alemão que entra em seu último ano de vínculo com o clube londrino.

Com Mikel Arteta, Özil não atua desde março e não foi incluído na lista de inscritos do Arsenal para a Liga Europa.

“Ele não tinha a maior disciplina em campo. E jogar sem bola não era exatamente o seu forte, mas você pode lidar com isso colocando jogadores com mentalidade mais defensiva ao seu lado. O principal é encontrar o equilíbrio entre o ataque e a defesa”, afirmou Wenger, atualmente trabalhando com a Fifa.

Ele afirmou também que jogadores como Özil tem mais dificuldade para jogar hoje em dia em relação a dez anos atrás. “A questão atlética se tornou maias importante que a técnica e a toma da de decisão. É mais sobre características físicas e intensidade, sobre explosão, e sobre ser um showman”, completou.

Um bom exemplo disso é Erling Haaland, o jovem e potente atacante do Borussia Dortmund. “Haaland faz tantos gols porque é o que ele faz. Não é coincidência. Ele é um vencedor. Você vê o seu desejo, a sua profunda motivação. Deve ser interessante para Lucien Favre, treinador do Borussia Dortmund, trabalhar com ele. Eu acho que Favre pode desenvolvê-lo bem”, disse.

E talvez desafiar o Bayern de Munique? Wenger acredita que os bávaros são o melhor time da Europa no momento, mas que ainda não estão no nível de 2013, quando também conquistaram a Tríplice Coroa. “Não quero minimizar o desempenho do time atual. O Bayern é o melhor da Europa, mas também porque não há outros grandes times. O Barcelona está fraco, o Real Madrid está fraco”, disse.

“Philipp Lahm, Franck Ribéry, Arjen Robben, Bastian Schweinsteiger, Toni Kroos. Eles tinham qualidade de primeira linha em todas as posições. O time atual ainda pode se desenvolver, talvez chegar ao nível de 2013, mas ainda não é tão bom assim”, encerrou.

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