Enner Valencia foi talvez a melhor contratação do West Ham no último mercado. O atacante equatoriano vinha de fase inspirada pelo Pachuca e fez ótima Copa do Mundo. Valeu os € 15 milhões pagos pelos Hammers. E o novato chegou a Londres sabendo bem qual clube defenderia. Ao menos por aquilo que aprendeu nos cinemas. Segundo Valencia, sua maior referência sobre a equipe foi um filme: Green Street Hooligans, lançado em 2005 e que conta a história do envolvimento de um torcedor com a torcida organizada do West Ham.

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“Eu conheci o West Ham principalmente assistindo a filme. E sei que os torcedores são muito apaixonados”, declarou o atacante, em entrevista ao Guardian. “Isso não me deixou com medo. Eu respeitei o fato de que eles são torcedores muito apaixonados e quando eu percebi que estava vindo para o West Ham, não sabia o que esperar. Assim que cheguei, fiquei sabendo que tudo era muito negro no passado, mas que tudo isso mudou agora”.

Ex-jogador do Emelec, Enner Valencia também comparou a situação com as tensões que vivia nos tempos de clássico contra o Barcelona: “Na América do Sul, se você perde uma partida, não pode nem mesmo sair nas ruas. Já aqui na Inglaterra, depois que perdemos o primeiro jogo em casa na temporada, as pessoas permaneceram no estádio e mostraram o seu apoio. Foi algo que eu realmente gostei”.

Valencia, por enquanto, está longe de atrair a raiva dos torcedores mais exaltados do West Ham. Em quatro partidas pela Premier League, o atacante já mostrou sua utilidade ao marcar um gol. Pode agora também aprender a história do clube, que vai além do envolvimento de suas firmas com o hooliganismo. Para quem precisou ordenhar vacas a fim de juntar dinheiro para o primeiro par de chuteiras, conquistar o respeito dos Hammers nem é dos maiores desafios.