O CSA vinha de uma boa sequência no Campeonato Brasileiro, que permitira ao clube respirar na luta contra o rebaixamento. No entanto, qualquer expectativa de vitória no Pacaembu terminou dizimada em poucos minutos. O Palmeiras, igualmente embalado desde a chegada de Mano Menezes, brindou a sua torcida com uma das melhores atuações da Série A neste ano. A goleada por 6 a 2 contou com quatro tentos apenas no primeiro tempo. Além disso, os alviverdes primaram por boas trocas de passes e uma grande apresentação coletiva, com diferentes jogadores terminando entre os destaques da noite.

O Palmeiras não esperou muito para abrir o caminho à vitória. O primeiro gol saiu aos cinco minutos, a partir de uma roubada de bola de Bruno Henrique no meio-campo. O capitão acionou Dudu, que fez o passe para Luiz Adriano encontrar as redes. Os alviverdes mantiveram a intensidade e exibiam uma enorme eficiência. Não à toa, o segundo gol saiu aos dez, na jogada mais bem construída da noite. A classe começou com Dudu, que deu um passe de calcanhar para Scarpa na direita. O meia cruzou para Bruno Henrique, livre na meia-lua, e o volante pareceu jogar futevôlei com um passe de peito. Conectou com Willian, que chutou no cantinho.

Não era uma partida com muitas chances de gol do Palmeiras. Entretanto, o time controlava a posse de bola e sempre ameaçava quando envolvia a defesa adversária com seus passes. O terceiro gol, aos 28, contou com outra ótima participação de Bruno Henrique. O meio-campista iniciou a jogada e, depois da linha de passes, apareceria para finalizar dentro da área o cruzamento de Diogo Barbosa. Jonatan Gómez chegou a forçar uma boa defesa de Weverton do outro lado, mas a noite era palmeirense. Os anfitriões tiveram outras chances, até que o quarto saísse nos acréscimos. Depois de escanteio cobrado por Dudu, Felipe Melo escorou e Gustavo Gómez mandou para dentro.

O chocolate do Palmeiras poderia sugerir que a equipe de Mano Menezes tiraria o pé do acelerador no segundo tempo. E o golaço de Apodi, aos seis minutos, mostrou que o CSA também não estava disposto a ser um mero sparring. O lateral recebeu na intermediária e soltou uma pancada de trivela. A bola fez uma curva para fora, saiu do alcance de Weverton e caprichosamente bateu na trave antes de entrar. Porém, ainda que tenha diminuído o ritmo e trocasse os passes com menos velocidade, o Palmeiras não perdeu a fome.

O goleiro Jordi realizou boas defesas, que seguravam o ímpeto palmeirense. Já nos 20 minutos finais, a goleada se desenhou. O time da casa voltou com tudo, animado também pelas mudanças. Aos 29, o quinto gol contou com a participação de Hyoran e Lucas Lima, que haviam saído do banco. O armador fez o cruzamento e Luiz Adriano acertou um plástico chute na bola, mandando com tudo para dentro. Já o sexto tento, aos 37, seria mais uma belíssima obra coletiva. Lucas Lima deu um lançamento primoroso para Dudu na esquerda. O ponta gingou para cima da marcação e passou para Bruno Henrique concluir.

O CSA, que ainda buscava manter sua honra nas bolas alçadas na área, fez valer a Lei do Ex com o atacante Ricardo Bueno, que descontou novamente. Contudo, o Palmeiras não desistia e buscava o sétimo. Luiz Adriano era quem mais queria jogo, tentando completar sua tripleta. O centroavante arriscaria outras duas finalizações perigosas, que não terminaram nas redes. A vitória, ainda assim, já era a maior dos palmeirenses no Brasileirão em 14 anos. O clube não aplicava um placar tão elástico desde os 6 a 2 sobre a Ponte Preta em 2005. O clima no Pacaembu era excelente.

O Palmeiras terminou a partida com 69% de posse de bola. Mais impressionante foi a eficiência do time nas conclusões: dos 17 chutes, 11 foram em direção ao gol. Jordi ainda se tornou herói do que poderia ser um desastre maior. Talvez o ponto forte da partida tenha sido a dupla de volantes. Enquanto Felipe Melo dominava a faixa central, Bruno Henrique deu muita fluidez ao jogo, também aparecendo para concluir. Mas também não se diminui o papel de Dudu na criação ou a luta de Luiz Adriano mais à frente. Até mesmo o execrado Lucas Lima saiu com moral nos poucos minutos em que atuou.

E quem realmente faz o seu nome no Palmeiras é Mano Menezes. O treinador não coleciona apenas atuações exuberantes à frente da equipe, mas emenda uma sequência consistente de vitórias. Além disso, a goleada sobre o CSA se aproximou àquilo que os torcedores alviverdes aguardam ver ofensivamente de seu time, com boas tramas e fome de gol. Que se pese a fragilidade do adversário, o resultado reafirma a força dos palestrinos na corrida pelo título. Seguem a três pontos do Flamengo, na segunda colocação, mas com um desempenho para intimidar os concorrentes.

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