O Tottenham se colocou como um candidato ao título depois de uma goleada impiedosa diante do Everton, mesmo jogando no estádio adversário, o Goodison Park. Os Spurs ainda sofreram o primeiro gol no primeiro tempo, mas terminaram com uma goleada histórica: 6 a 2, com direito a grande atuação de Son Heung-Min, Harry Kane e Christian Erikssen, aproveitando uma atuação terrível da defesa dos Toffees.

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Desde o início, havia uma diferença clara entre os dois times. O Tottenham se impôs, jogou mais, criou chances e parecia prestes a abrir o placar. Só que aconteceu o contrário. Foi o Everton quem abriu o placar, aos 20 minutos. O atacante Dominic Calvert-Lewin, que foi à linha de fundo e tocou para trás e Theo Walcott completou de primeira, se antecipando à defesa: 1 a 0.

Só que o Everton acabou dando um presente de Natal antecipado ao Tottenham. Uma bobeada monumental. Lançamento longo de Kane, de primeira, para Son. Zouma chegou antes na bola, tentou protegeder para o goleiro Pickford, que tinha saído do gol. Os dois trombaram, a bola sobrou para Son que chutou, sem um ângulo tão favorável, mas marcou: 1 a 1.

O empate ainda parecia injusto e oito minutos depois, a virada chegou naturalmente. O Tottenham atacava incessantemente e acabou marcando outro gol com um ataque pelo meio. Sissoko tabelou com Erikssen e tocou em profundidade para Son. O atacante chutou, Pickford defendeu e, no rebote, Delle Ali bateu de primeira: 2 a 1. Eram 35 minutos do primeiro tempo. Só que o Tottenham estava voraz no ataque. E aos 41, aumentaria o placar.

O lateral Kieram Trippier teve uma excelente oportunidade em cobrança de falta. O goleiro PIckford montou a barreira. Logo depois, o lateral Lucas Digne chegou para aumentar a barreira, ficando ao lado de Richarlison, cobrindo o canto do goleiro. Segundos antes da cobrança, Son saiu da bola, se posicionando à direita, como se fosse receber. Digne titubeou, ficou em dúvida se acompanhava ou não o sul-coreano. Saiu da barreira. Foi exatamente ali que Trippier cobrou a falta. A bola tocou o pé da trave e voltou para o meio, onde Harry Kane aproveitou para tocar de chapa na bola e ampliar o placar para 3 a 1.

Na volta do intervalo, o Tottenham tratou de mostrar a sua superioridade. Kane recebeu a bola pela direita e cruzou rasteiro para a área, a defesa afastou, mas a bola sobrou na entrada da área. Erikssen chegou chutando de primeira e acertou um belo chute, no canto, sem chance de defesa: 4 a 1, logo a três minutos.

Um vestígio de esperança surgiu para os pobres torcedores do Everton, já baqueados porque o Tottenham, até ali, dava um banho. Eram seis minutos do segundo tempo quando Richarlison conseguiu receber uma bola limpa, algo raro até ali, saiu da ponta e achou Erikssen, pelo meio. Ele estava cercado de jogadores do Tottenham, mas saiu da marcação, fintou e chutou cruzado. Venceu o goleiro Lloris: 4 a 2.

A alegria, mais uma vez, durou pouco. Aos 16 minutos, a defesa do Everton mais uma vez bobeou. Lamela veio pelo meio e colocou entre os zagueiros para Son. O sul-coreano recebeu cara a cara com Pickford e tocou por baixo das pernas do arqueiro: 5 a 2. Aos 29 minutos, a pá de cal. Depois de receber dois presentes, foi a vez de Son presentear. Ele foi à linha de fundo pela esquerda, tocou para o meio e Kane chegou para tocar e mais uma vez marcar, fechando a conta: 6 a 2.

Depois disso, o jogo diminuiu o ritmo. Até os torcedores do Everton foram deixando o estádio, pouco a pouco. A atuação do Everton foi terrível, especialmente defensivamente. O Tottenham, que perdia chances no início do jogo, aproveitou muito melhor as chances depois disso. O time de Mauricio Pochettino termina o jogo dando a sensação que pode, sim, brigar pelo título. O sonho é possível. Os Spurs alcançaram 42 pontos, dois a menos que o Manchester City, segundo colocado. O Liverpool tem 48 na liderança.