Há partidas em que o West Ham parece que está em campo apenas porque não tem outra alternativa, não agride, não defende, não parece particularmente interessado em causar uma zebra e foi assim novamente, nesta quarta-feira, na derrota por 2 a 0 para o Manchester City, enfim encerrando a 26ª rodada do Campeonato Inglês.

A ausência de identidade do clube londrino parece ter se acentuado com o retorno de David Moyes e a situação é muito perigosa: está na zona de rebaixamento e nas próximas seis rodadas tem duelos contra Liverpool, Arsenal, Wolverhampton, Tottenham e Chelsea, além de um teoricamente mais tranquilo diante do Southampton, mas mesmo para esse precisará melhorar muito.

Essa foi a nona derrota consecutiva do West Ham contra o Manchester City em jogos oficiais, com 30 gols sofridos no total, o que torna o placar por 2 a 0 no Etihad Stadium baixo e até seria aceitável se em algum momento os Hammers tivessem causado algum problema ao time de Guardiola.

A partida deveria ter sido disputada no primeiro fim de semana da rodada desmembrada para a pausa de inverno da Premier League, mas as condições climáticas não permitiram. Com a vitória, o City fica a 22 pontos do líder Liverpool, com 36 em disputa.

O placar deveria ter sido mais amplo, se Jesus não estivesse um pouco lento nas tomadas de decisão, como aos seis minutos quando recebeu passe de Silva e ficou na cara de Fanbianski. Em vez de chutar, decidiu driblar Fanbianski e demorou para finalizar, permitindo o corte da defesa.

Dois minutos depois, Agüero recebeu de De Bruyne e bateu de três dedos, errando por muito pouco. O meia belga, maestro da orquestra do City, arriscou forte e rasteiro de fora da área. Fabianski parecia que levar o gol no contrapé, mas barrou com a perna.

Aos 14, Jesus demorou novamente para bater, em outro passe de De Bruyne, e Cresswell conseguiu bloquear a primeira e, em seguida, bloquear também o rebote.

Issa Diop quase marcou gol contra ao desviar uma cobrança de escanteio fechada. Acabou mandando para fora e deu outra oportunidade a De Bruyne que, desta vez, colocou a bola na cabeça de Rodri, que tentou desviar da primeira trave à segunda, mas direcionou a bola direto às redes.

Bernardo Silva cruzou fechado da direita e Silva se antecipou à saída de Fabianski, mas mandou para fora, e Gabriel Jesus teve um ótimo contra-ataque, lançado por De Bruyne. Teve opções à esquerda e à direita, mas preferiu o centro de onde lançou um chute direto às mãos de Fabianski.

O segundo tempo foi curioso porque, apesar de o placar ainda estar com vantagem mínima, o City parecia completamente confortável em campo e foi questão de tempo para ampliar o placar, obviamente graças ao talento de De Bruyne.

Aos 17 minutos, ele começou a jogada com Bernardo Silva. Dentro da área, o português tentou o corte em direção à linha de fundo, mas a bola saiu um pouco longa demais. De alguma maneira, De Bruyne conseguiu chegar antes e bateu cruzado com a chapa do pé direito para fazer 2 a 0.

Antes de ser substituído, De Bruyne ainda encontrou o peito de Gabriel Jesus, que, livre, dominou e bateu em cima de Fabianski, em mais uma oportunidade perdida pelo brasileiro, responsável pela vitória tranquila do City não ter sido uma goleada.

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