Imagine que você cresce com o sonho de ser jogador. Como todo apaixonado por futebol, você tem o seu clube do coração, aquele pelo qual sonhou jogar. Imagine ainda que você traçou o caminho de ser jogador, atuou nas categorias de base do clube pelo qual cresceu torcendo, mas acabou não tendo chances de atuar muitas vezes pelo time principal. Abraçou a chance de ir jogar em outro clube grande europeu, a Juventus. Anos depois, pelo Bayern, faz o gol que impede o seu clube de coração, o clube de toda a sua família, de chegar ao primeiro título de Champions League da sua história. Esta é a história de Kingsley Coman.

O PSG viveu a ironia de ter o seu título mais desejado impedido por um gol de um jogador que ele mesmo formou, mas não teve chance de brilhar com as cores parisienses. É parte de um problema que o PSG vive, como a coluna de futebol francês já tratou por aqui em julho.

Com tudo isso, é normal que os sentimentos de Coman após a partida estejam bastante divididos. Foi assim que Coman se manifestou depois da partida deste domingo, que o seu gol pelo Bayern deu o sexto título aos alemães e impediu que o PSG conseguisse o seu primeiro.

“Estou muito feliz, é uma noite inacreditável, não apenas para o clube, mas por todos os torcedores. Obviamente, eu queria fazer um bom jogo, não por causa do Paris, mas porque eu sou 100% Bayern e eu estava determinado a vencer. Eu sinto muito pelo PSG, porque eu vim da cidade e o PSG tem um lugar no meu coração”.

“É um sentimento extraordinário. Eu sinto muita alegria, mas também tristeza pelo PSG. Machuca um pouco o meu coração, mesmo que eu seja 100% Bayern, como eu disse”, continuou o atacante. “Desde o começo, nos tentamos controlar a partida. Eles tiveram contra-ataques, nós sabíamos que eles seriam perigosos. O PSG fez uma grande partida, como nós também. Foi uma super final”.

Joshua Kimmich, que fez o cruzamento para o gol de Coman, comemorou muito. “Este é o maior dia da minha carreira. Quando você vence um título assim com seus irmãos em campo, é o máximo que você pode pedir”, afirmou o lateral direito.

“Ganhar este troféu é a melhor coisa que pode acontecer conosco. Nós trabalhamos incrivelmente duro e no final nos tornamos a melhor equipe da Europa”, afirmou Serge Gnabry, atacante que foi decisivo no duelo com o Lyon, na semifinal. “É a final, o PSG veio querendo vencer e nós também. Ninguém ia facilitar, mas nós superamos”.

“Todos sabem de onde viemos nesta temporada. Não há segredos, nós apenas seguimos nos movendo para frente. Obviamente, nós temos muita qualidade no time, mas nós também temos o espírito. Os rapazes estão preparados para sofrer”, disse um dos destaques do time na campanha, Thomas Müller. “O técnico é o único que toma as decisões, então ele é responsável por tudo. Quando ele toma as decisões certas, ele é o melhor. Se não, ele é o elo mais fraco”, disse ainda o atacante.