O Chelsea precisava de uma resposta, e não poderia adiá-la mais uma vez. Em má fase, os Blues faziam um jogo crucial em Stamford Bridge: recebiam o Tottenham, em confronto direto por um lugar no G-4 da Premier League. E, contra um adversário fragilizado pelas muitas lesões, a equipe de Frank Lampard voltou a conquistar uma ótima vitória. Jogando com autoridade e impondo o seu domínio desde os primeiros minutos, a equipe da casa construiu o placar de 2 a 1. Os Spurs podem se dizer no lucro, aliás. Viram os anfitriões criarem bem mais e contaram com uma ajudinha da arbitragem, em mais um uso ruim do VAR na Premier League.

Entre as novidades do Chelsea, estava a presença de Olivier Giroud no comando do ataque. O centroavante reapareceu bem na equipe contra o Manchester United e ganhou sua primeira chance como titular desde novembro. Ross Barkley e Marcos Alonso foram outros dois que reapareceram no 11 inicial, após acumularem mais de um mês sem a titularidade na Premier League. Pois o trio teve a sua importância num início de jogo voraz dos Blues. A equipe avançava ao campo de ataque e rodava a bola, com o ritmo ditado por Jorginho no meio-campo. A confiança estava alta, a despeito das oscilações recentes.

O Tottenham claramente apostava nos contra-ataques e nos erros forçados. Lucas Moura até criou a primeira oportunidade da partida, em um chute que Willy Caballero defendeu bem. Contudo, logo o Chelsea sufocaria os Spurs com sua pressão. Hugo Lloris salvou o chute de Mason Mount, antes que Ross Barkley batesse com perigo para fora. Já aos 15, um bombardeio dos Blues possibilitou o primeiro gol. Jorginho descolou uma enfiada de bola fabulosa para Giroud. O centroavante parou em Lloris e, na sobra, Barkley carimbou a trave. Ainda assim, Giroud teria mais uma chance e bateria no cantinho, justificando a aposta de Lampard.

Com a vantagem, o Chelsea manteve o controle da partida, até que o Tottenham resolvesse sair mais ao ataque por volta dos 30 minutos. Steven Bergwijn incomodava com sua velocidade. Lucas Moura era outro que se apresentava e forçou um bloqueio vital de César Azpilicueta. Além disso, Caballero espalmaria uma cabeçada venenosa de Davinson Sánchez, antes de quase entregar o ouro em uma saída errada. De qualquer maneira, apesar dos sustos, os Blues tinham consistência e força para buscar mais um gol se apertassem. Foi exatamente o que aconteceu na volta ao segundo tempo.

Num reinício elétrico, o Chelsea ampliou aos três minutos da etapa complementar. Marcos Alonso fazia uma boa partida e recebeu o passe de Barkley na entrada da área. O ala acertou um belíssimo chute cruzado e, com efeito, tirou a bola do alcance de Lloris. Pintura. Neste momento, os Blues pareciam confortáveis para administrar o resultado. E a verdade é que o Tottenham respirou aliviado, após uma decisão horrível da arbitragem.

Aos seis minutos, Giovanni Lo Celso entrou de sola na canela de Azpilicueta e deixou um hematoma no espanhol. O árbitro não mostrou o cartão, mas o lance parecia de clara expulsão após a revisão do VAR. No entanto, incrivelmente a cabine orientou o juiz a manter a decisão e, como de praxe na Inglaterra, ele sequer reviu a disputa na tela. Antes mesmo do fim do jogo, os oficiais de arbitragem da Premier League admitiriam o “erro humano” na decisão.

Com toda razão, o Chelsea se revoltou com a omissão. Em igualdade numérica, os Blues passaram a se conter um pouco mais e a esfriar o embate. O Tottenham tentou sair ao jogo, mas não vivia uma jornada inspirada, com pouquíssima qualidade na criação. Raríssimas foram as chegadas dos Spurs, basicamente limitadas a um chute de Erik Lamela por cima. E, mesmo se resguardando, os Blues ficaram mais próximos do terceiro.

Recuperado de lesão após quase dois meses sem jogar, Tammy Abraham saiu do banco e exigiu um milagre de Lloris aos 35, enquanto Marcos Alonso cobrou uma falta contra o travessão logo na sequência. Somente aos 44 é que o Tottenham descontou, num lance de sorte. Lamela invadiu na área e seu chute desviou nas pernas de Antonio Rüdiger, tirando Caballero da jogada e morrendo nas redes. Mas foi só. A equipe de José Mourinho não foi capaz de muito mais.

Ao apito final, Frank Lampard vibrou muito. Tinha vários motivos, pelas circunstâncias do jogo e também pela situação na tabela. A vitória segura o Chelsea na quarta colocação, após três rodadas consecutivas sem vencer. Os Blues somam 44 pontos, quatro de vantagem sobre o Tottenham, na quinta colocação. E os Spurs ficam expostos. Correm o risco de serem superados por Sheffield United e Manchester United na sequência do final de semana. Apesar da boa sequência recente, a chance de uma queda de rendimento é concreta.

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