Diante da infeliz sequência do Barcelona na temporada, Ernesto Valverde avaliou que o seu ataque precisava corresponder melhor. Segundo o treinador, anotar os gols logo de cara nas partidas poderia facilitar o caminho dos blaugranas e aliviar a crise. Nesta terça-feira, os jogadores corresponderam bem às orientações. Com dois tentos logo nos primeiros 15 minutos, o Barça encaminhou a vitória sobre o Villarreal no Camp Nou. Ainda não foi uma atuação de encher os olhos dos catalães, mas serviu para garantir os 2 a 1 no placar e os três pontos. A arrancada ruim no Campeonato Espanhol se aplaca um pouco.

Uma das boas novidades do Barcelona foi o retorno de Lionel Messi ao time titular, após sair do banco nos dois últimos compromisso da equipe, recuperando-se de lesão. O argentino compôs a linha de frente ao lado de Luis Suárez e Antoine Griezmann. Já no meio-campo, Sergio Busquets encabeçava a trinca ao lado de Sergi Roberto e Arthur. O Villarreal, que vinha de duas vitórias, contava com a boa forma de Santi Cazorla e Gerard Moreno na linha de frente.

A chave à vitória do Barcelona esteve no começo ativo da equipe. Messi não demorou a mostrar que estava de volta, chamando o jogo para si. E o camisa 10 participaria do tento que abriu o placar, aos seis minutos. Cobrou escanteio rumo ao primeiro pau e Griezmann se antecipou para desviar. Já era uma tranquilidade tremenda aos anfitriões. Os blaugranas mantinham a intensidade, com boa movimentação da linha de frente – sobretudo pelo ritmo ditado por Messi, acionando bastante Griezmann na esquerda. O segundo gol, ainda assim, veio graças ao talento de Arthur. Aos 15, o meio-campista resolveu experimentar um chutaço de fora da área e mandou a bola na gaveta. O goleiro Sergio Asenjo sequer pulou.

Com a boa vantagem, o Barcelona se tornou menos incisivo. E teve um grande motivo para se preocupar aos 27, quando Messi sentiu uma lesão muscular e precisou ser atendido fora de campo. O craque até voltou, mas o Villarreal cresceu na partida e passou a chegar mais no ataque. Santi Cazorla descontou aos 44. O meia bateu firme de fora da área e contou com uma curva, mas não era um chute tão bem colocado. Marc-André ter Stegen parecia ter a possibilidade de defender, mas cometeu uma rara falha.

A volta ao segundo tempo guardou o que o Barcelona menos queria: a substituição de Messi. Ousmane Dembélé entrou em seu lugar, também de volta após se contundir, e deu velocidade ao lado direito, o que não foi tão aproveitado pelos companheiros. O Villarreal parecia acreditar mais no empate. Não era tão perigoso, mas rondava a meta de Ter Stegen. Valverde mudaria, primeiro com a entrada de Frenkie de Jong para acertar o meio-campo, antes de apostar em Ansu Fati.

A participação do garoto foi o melhor que aconteceu ao Barcelona durante a etapa final. O prodígio incendiou o time depois dos 30 minutos. Já entrou mandando uma por cima e depois quase marcou em chute cruzado, com boas combinações ao lado de Griezmann, que passou a jogar mais centralizado. Fati também sofreria um pênalti, que terminou negado após revisão no VAR. Foi um bom caminho aos blaugranas, que contiveram o Villarreal a partir de então. No final, Gerard Piqué ainda obrigaria Asenjo a uma boa defesa. Não faria falta.

A vitória coloca panos quentes sobre a cobrança em cima do Barcelona. O time voltou a vencer e se alavancou na equilibrada tabela de La Liga. Os blaugranas terminam a noite com dez pontos, ao lado de outros três times que se espalham entre a quarta e a sétima colocação. Estão a um ponto do trio de líderes, embora Athletic Bilbao e Real Madrid só entrem em campo na sequência da semana. O Villarreal, por sua vez, é o oitavo, com oito pontos.

Ao Barça, o problema maior é a falta de sequência da equipe. Messi volta a deixar reticências sobre sua participação. Será uma chance a mais para que os culés se mostrem menos dependentes de seu craque – o que não se viu exatamente durante a semana que passou.

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