De um lado, a crise sem fim, de quem faz uma péssima campanha no Campeonato Argentino e não consegue dar uma cara ao time. Do outro, a ambição de quem espera conquistar tudo no ano, com a liderança absoluta na liga. Mas sabe aquela história que não há favoritos em um clássico? Pois então. Ainda mais em um Superclássico em finais, como não acontecia na Argentina desde 1976. E, desta vez, a pecha de Rey de Copas não vai ao Boca Juniors, mas sim para Marcelo Gallardo, mais uma vez liderando o River Plate ao alto do pódio. Na Supercopa Argentina, disputada em Mendoza, melhor para os millonarios. O River venceu por 2 a 0 e, por ora, se revigora para a sequência do ano – em que a Copa Libertadores se torna o grande objetivo.

O River Plate precisou de apenas 18 minutos para abrir o placar, com Pity Martínez convertendo pênalti. Mais ofensivo, o Boca Juniors tentava pressionar, confiando principalmente nos cruzamentos. Já no início do segundo tempo, quando esteve mais próximo de empatar, viu um paredão se agigantar. Franco Armani realizou quatro defesaças, além de uma saída providencial fora da área. Sem dúvidas, foi o grande herói da Supercopa. E sua coleção de milagres permitiu que os millonarios ampliassem aos 25. Em ótimo lance de Pity Martínez, Ignacio Scocco apareceu dentro da área para escorar. Depois disso, os xeneizes fariam pouco para reagir.

Armani, mais uma vez, se prova um goleiraço. Foi uma aposta certeira do River Plate, oferecendo um nível acima da maioria dos goleiros de seu país. Não à toa, costuma ser colocado entre os melhores em atividade na América do Sul e faz por merecer tamanho moral. Já Marcelo Gallardo amplia sua série de conquistas desde que assumiu o comando em Núñez, com o oitavo título oficial. Uma bela motivação, frustrando o Boca Juniors no confronto direto, embora se saiba que logo mais os rivais terão um motivo para comemorar. Na estatística das finais, ao menos, os millonarios igualam os xeneizes por aquele embate de 1976.