Com sua dupla de ataque inspirada, o Equador passou por cima do Uruguai em Quito

A primeira rodada das Eliminatórias guardou emoções distintas a Equador e Uruguai. Enquanto os equatorianos perdiam em fraca atuação contra a Argentina, os uruguaios arrancavam uma emocionante vitória no final do jogo contra o Chile. Nesta terça, as duas equipes se encararam em Quito. E os papéis se inverteram totalmente no Estádio Casa Blanca: La Tri destroçou a defesa da Celeste para arrancar uma inesperada goleada por 4 a 2. Foi a maior derrota dos charruas em três anos.

O Uruguai manteve a base que derrotou o Chile, com apenas duas alterações, entre elas a entrada de Maxi Gómez no lugar de Giorgian de Arrascaeta. Já o Equador não mexeu tanto assim em relação à derrota para a Argentina, com menção principal à entrada de Michael Estrada para acompanhar Enner Valencia na linha de frente. O que mudou foi a postura do time de Gustavo Alfaro, bem mais agressivo em seus domínios.

Em meio à pressão do Equador, o goleiro Martín Campaña não demoraria a fazer suas primeiras boas defesas. Mas, aos 15 minutos, Moises Caicedo abriu o placar. Após a cobrança curta de escanteio, Ángel Mena cruzou e o volante passou às costas da marcação para cabecear. O Uruguai teria um gol anulado logo na sequência, em impedimento mínimo de Brian Rodríguez antes do peixinho de Nahitan Nández, mas não teria forças para arrancar o empate. Pelo contrário, os equatorianos estavam prontos para ampliar antes do intervalo.

Outro gol foi anulado aos 35, desta vez do Equador. Num contra-ataque, Enner Valencia arrancou na marra e serviu Estrada, mas a revisão no vídeo flagrou um toque de mão do atacante antes da assistência. La Tri seguiu levando mais perigo e comemoraria o segundo tento nos acréscimos. Depois de uma tabela pela direita, a zaga do Uruguai não afastou totalmente a bola e a sobra ficou limpa a Estrada, que não perdoou.

O Uruguai voltou ao segundo tempo com duas mudanças, apostando em Nicolás de la Cruz e Darwin Núñez. E até descontou aos dois minutos, mas de novo o árbitro Wilmar Roldán anularia a jogada. Depois de uma bola cruzada por Martín Cáceres, Núñez carimbou a trave e ainda aproveitou o rebote para balançar as redes, mas um toque de mão impediu que o tento fosse confirmado após revisão do VAR. E o banho de água fria seria imediato, com o Equador ampliando aos nove. Num ataque rápido, Valencia ajeitou de calcanhar e Estrada aproveitou o clarão na entrada da área, chutando no cantinho de Campaña.

A diferença estabelecida baqueou o Uruguai, que não teria mais forças para reagir. O Equador tinha facilidade para envolver a defesa adversária e, quando forçou um pouco mais, decretou a goleada aos 30, com participação de seus substitutos. Alan Franco serviu na direita e Gonzalo Plata cortou a marcação, antes do chute rasteiro. Só mesmo depois disso que o Uruguai reduziu o prejuízo. Luis Suárez converteu seu primeiro pênalti aos 38 e, nos acréscimos alongados por conta das intervenções da arbitragem, encerrou a contagem outra vez na marca da cal aos 49. Alexander Domínguez acertou o canto em ambas as cobranças, mas não alcançou.

A atuação ruim do Uruguai chama atenção pela fragilidade defensiva. Ronald Araújo entrou no lugar de Sebastián Coates e não deu conta do recado ao lado de Diego Godín, mas a falta de proteção dos meio-campistas também se tornou cabal ao resultado. E não dá para colocar na conta da altitude. Já o Equador se reergue, com méritos especialmente do bom entendimento entre seus atacantes. As duas equipes aparecem com três pontos nas Eliminatórias, emboladas neste início equilibrado.

Equador x Uruguai (Fonte: Soccerway)

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore