A boa fase da Alemanha continua. Ou, mais precisamente, o bom trabalho que os alemães fazem. Nesta sexta-feira os alemães conquistaram o título do Europeu sub-21, disputado na Polônia, ao vencer a final contra a forte Espanha por 1 a 0. Em um torneio marcado por estrelas de um peso grande, como mostramos aqui, os alemães saem como campeões, mesmo com desfalque de cinco jogadores que teriam idade para jogar, mas estiveram com a seleção principal de Joachim Löw, que usou um time jovem na Copa das Confederações. Vale lembrar que o limite de idade do torneio é de jogadores nascidos a partir de 1º de janeiro de 1994, ou seja. Isso porque a idade do sub-21 conta no início das eliminatórias, em 2015. Os jogadores chegam à fase final com até 23 anos.

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A Espanha chegou com um leve favoritismo, depois de uma campanha perfeita: vitórias sobre Macedônia, Portugal e Sérvia na primeira fase e sobre a Itália na semifinal. A Alemanha teve uma campanha com mais sofrimento. Venceu República Tcheca e Dinamarca, mas perdeu da Itália e se classificou em segundo lugar. Na semifinal, travou uma batalha dura contra a Inglaterra, vencendo apenas nos pênaltis.

Na final, porém, os alemães mostraram serviço.Foram melhores no primeiro tempo, não porque tiveram mais posse de bola, uma marca do time da Espanha, mas porque foram os que criaram mais, fizeram o goleiro adversário ter mais trabalho. E arrancaram um gol. Aos 40 minutos, Mitchell Weiser, em uma cabeçada estranha, que fez uma trajetória incomum, e acabou na rede. Gol da Alemanha.

A Espanha tentou, claro. Foi para cima. Dos 45% de posse de bola, passou a 59% ao final do jogo. Foi,  porém, menos perigosa que os alemães, que deliberadamente chamaram os espanhóis para cima para contra-atacar. Foram seguros. Não teve sufoco, não teve a Espanha massacrando. Teve a Alemanha consciente do que fazia. Claro que o empate espanhol poderia ter saído, o futebol é assim. Mas não saiu. E a Alemanha vibrou ao final do jogo.

É o segundo título da Alemanha nesta categoria, depois da conquista de 2009 que revelou boa parte dos campeões do mundo de 2014: Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Sami Khedira (que era o capitão daquele time), Mesut Özil e Mats Hummels. Estes jogadores devem ganhar espaço pensando em 2022, após a Copa do Mundo do ano que vem, que tem uma lista grande de jogadores.

Quatro jogadores que estiveram neste time do europeu sub-21 estiveram na Olimpíada do Rio em 2016: Jeremy Toljan, Max Mayer, Davie Selke e Serge Gnabry. E poderiam ser mais, não fosse a seleção principal, que ainda levou Matthias Ginter, Leon Goretzka, Niklas Süle e Julian Brandt, todos presentes na Rio 2016. Ou seja: um total de nove jogadores presentes no Brasil em 2016. Os que estão na Copa das Confederações podem se consagrar campeões do torneio no domingo, contra o Chile.

Há um trabalho sendo feito na Alemanha que merece ser visto. O título é só a cereja do bolo. A massa tem sido construída há mais tempo e nem sempre culmina em taça. Ela só vem para dar mais brilho. Mas há uma revelação em massa de jogadores que merecem a atenção de quem gosta de futebol.