O PSG voltou a campo neste domingo, em um amistoso preparatório, e fez o que está acostumado a fazer: massacrou o adversário, Le Havre, que serviu apenas de sparring. A goleada por 9 a 0 foi sonora e o quarteto de ataque colocado em campo certamente saltou aos olhos dos torcedores, que não viam o time em campo há quatro meses. Ainda assim, o que mais chamou a atenção foi que a partida teve público: cerca de cinco mil pessoas estiveram no estádio Océane, seguindo o protocolo de abertura que a França estabeleceu. O evento foi comemorado pela Ministra de Esportes do país, Roxana Maracineanu, que também pediu cautela nos próximos passos.

O amistoso serviu para o técnico Thomas Tuchel testar um pouco o seu time e ele colocou em campo os seus quatro jogadores ofensivos para formar um ataque avassalador: Ángel Di Maria, Neymar, Kylian Mbappé e Mauro Icardi. Os quatro estiveram em campo no primeiro tempo, que já foi suficiente para criarem um placar de goleada irreversível.

Mauro Icardi marcou os dois primeiros gols do jogo, aos oito e aos 19 minutos; Neymar, aos 21, fez o terceiro; Mbappé, aos 29, ampliou; Neymar, de pênalti, marcou mais um e fechou a conta do primeiro tempo em 5 a 0. Na segunda etapa, em um time recheado de garotos e reservas, o PSG aumentou o placar com Idrissa Gueye, aos cinco; Pablo Sarabia, aos sete; Arnaud Muinga, aos 14; e Pablo Sarabia novamente, aos 15. Um massacre dos parisienses.

Veja os gols do amistoso:

Sem Ligue 1, França ainda tem duas Copas para decidir

A França foi a única das cinco grandes ligas a encerrar o campeonato antecipadamente. Foi a primeira a decidir fazer isso – algo que foi seguido por Holanda e Bélgica depois. A decisão foi muito questionada e criticada, algo que falamos por aqui na Trivela na época. Encerrar a Ligue 1 com tamanha antecedência pareceu muito duro, especialmente com o que vimos depois nos outros campeonatos, embora a decisão tenha sido tomada em um momento que a situação da pandemia era muito grave no país.

Sem jogar, o PSG voltou aos treinos em maio, mas ainda condicionados por distanciamento social. Aos poucos, os clubes receberam autorização para retomar as atividades em grupo. Embora a Ligue 1 tenha sido encerrada, o calendário francês ainda tem dois jogos, as finais de suas duas Copas. Na final da Copa da França, marcada para o dia 24 de julho, no Stade de France, em Paris, o PSG enfrentará o Saint-Étienne na decisão, em busca do seu 13º título do torneio.

Além da Copa da França, a Copa da Liga será decidida no dia 31 de julho, também no Stade de France. Nesta, o PSG também é finalista e enfrenta o Lyon, de Jean-Michel Aulas, uma das vozes mais dissonantes em relação ao fim antecipado da Ligue 1 – algo que prejudicou o seu time, que acabou fora da Champions League.

A Champions League será retomada no início de agosto, primeiro pelos times que ainda precisam jogar as partidas de volta das oitavas de final (Juventus x Lyon, em Turim e Manchester City x Real Madrid, ambos no dia 7 de agosto; Barcelona x Napoli e Bayern de Munique x Chelsea, no dia 8). Estes jogos serão nos estádios dos clubes, como inicialmente programados, mas sem público.

As quartas de final serão disputadas a partir do dia 12 de agosto, com Atalanta x PSG, em jogo único, decidindo quem será o finalista. O PSG é um dos clubes que tentam o título inédito da Europa, assim como a própria Atalanta, o Atlético de Madrid, o Napoli, o Manchester City e o Lyon.

Tuchel: “Foi um bom teste”

Apesar da facilidade da partida e o placar elástico de 9 a 0, Tuchel considerou que o jogo foi um bom teste para o PSG. “A melhor coisa foi não ter levado nenhum gol. Todo mundo se beneficiou de estar juntos em campo. É algo diferente de treinamentos. Nós tivemos um bom jogo, com seriedade e um bom aspecto mental. Nosso ataque fui fluido, a defesa foi séria. Foi um bom teste. Não é fácil voltar depois de uma parada de quatro meses, mas o time estava muito focado, muito calmo. Os jogadores estão felizes por estarem juntos”, avaliou o alemão.

O treinador também foi perguntado sobre o sorteio que colocou a Atalanta no caminho dos parisienses na Champions League. “Será um jogo muito difícil, muito equilibrado, porque eles têm muita qualidade. Está absolutamente claro para mim, no sábado nós vimos o empate com a Juventus (2 a 2, com a Juventus empatando no final com um pênalti) que é um time equilibrado, muito ofensivo, muito físico. Mas agora não é o momento de perder a cabeça com esse jogo”, disse Tuchel.

“O desafio é chegar a Lisboa com dois títulos, também se preparar para a partida contra o Saint-Étienne. É a única na minha cabeça, e depois disso o Lyon. Então nós teremos 12 dias para nos preparar para a Atalanta. Será absolutamente necessário fazer isso passo a passo”, continuou o treinador.

O técnico do PSG também foi perguntado sobre o retorno do público, algo que ainda não se tinha visto nos principais palcos europeus. As ligas que foram retomadas, como Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra mantiveram os portões fechados ao público, ainda em prevenção à pandemia da COVID-19.

“Foi uma surpresa, porque na Alemanha, Espanha ou Inglaterra eles jogaram sem público. Nós realmente gostamos, realmente muda a atmosfera no estádio. Mas o mais importante não é o técnico querer torcida, é que todo mundo esteja saudável”, afirmou o treinador.