O clima era de amistoso. O ritmo também. A postura dos jogadores em campo também parecia de um amistoso. Tinha muitos elementos de um amistoso, mas era a final do Mundial de Clubes. O Real Madrid goleou o Al Ain na por 4 a 1 com uma imensa tranquilidade, sem qualquer problema. O primeiro tempo ainda teve um placar curto, só 1 a 0. No segundo, porém, a facilidade do time espanhol era tanta que os gols saíram naturalmente.

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Aos 12 minutos, um lance inacreditável. Marcelo errou a inversão, a bola foi interceptada por Hessein Elshahat, que avançou, driblou o zagueiro, tirou do goleiro e chutou, já se desequilibrando. A bola entraria, não fosse por Sergio Ramis, posicionado da linha. A bola bateu no capitão do Real Madrid e saiu.

No lance seguinte, o Real Madrid foi preciso. Benzema recebeu de costas, fez o pivô e o meia Luka Modric. O camisa 10 chutou no canto e tirou do goleiro Khalid Eisa: 1 a 0. Um castigo terrível para o time da casa.

Pior ainda que no lance seguinte, o brasileiro Caio recebeu nas costas da defesa, dominou e marcou o que seria o gol de empate. Seria, porque a sua posição era irregular e o gol foi imediatamente anulado pela arbitragem. O replay mostrou que era um impedimento claro, que a arbitragem confirmou.

No segundo tempo, os gols saíram muito mais naturalmente. Aos 15 minutos do segundo tempo, o segundo gol veio de um escanteio afastado pela defesa e que Marcos Llorente chutou de primeira para marcar 2 a 0. Depois, aos 34 minutos, Sergio Ramos aproveitou, de cabeça, um escanteio para marcar 3 a 0. O Al Ain ainda conseguiu diminuir o placar, aos 41 minutos. O brasileiro Caio, um dos destaques do torneio, cobrou falta do lado direito para a área e o lateral Tsukasa Shiotani. Um gol de honra.

Vinícius Júnior entrou no final do jogo. E aos 46 minutos do segundo tempo, ele participou diretamente do quarto gol. Fez a jogada e chutou para o gol, Yahia Nader tentou cortar e marcou contra. Houve uma discussão sobre o gol ter sido do brasileiro, que chutou para o gol. Um 4 a 0 com tanta tranquilidade que nem parecia ser um jogo realmente importante.

O Real Madrid chega à sétima conquista de Mundial, somando o chamado Intercontinental e Mundial da Fifa. Se torna o maior vencedor do torneio, com sobras. O Milan é o segundo com quatro (três na era Intercontinental, um no torneio da Fifa). As comemorações dos jogadores foram discretas, um pouco pela facilidade imensa do jogo, um pouco porque o torneio se tornou menos atrativo aos europeus – que já tratam um pouco diferente em relação aos sul-americanos. De qualquer forma, Sergio Ramos foi um dos que comemorou bastante.

Vale o registro que nas premiações, o atacante Borré, do River, ficou com a bola de bronze do Mundial, o brasileiro Caio, do Al Ain, foi o segundo, e Bale foi eleito o melhor do Mundial. O Real Madrid deixa os Emirados Árabes com a sensação de dever cumprido: era o favorito, foi e venceu sem qualquer risco, goleando. É o maior vencedor da Champions League, é o maior campeão do mundo também.