Com o mesmo placar da final da Copa, a capacidade ofensiva da França preponderou na virada sobre a Croácia

Pela primeira vez desde a final da Copa do Mundo de 2018, França e Croácia se encontraram dentro de campo. E o embate no Stade de France, mesmo com diversas caras novas, repetiu o placar de dois anos atrás. De novo os croatas começaram melhor e ensaiaram a vitória. Todavia, a qualidade dos franceses preponderou e o ataque gerou as chances necessárias para o placar relativamente confortável, de 4 a 2. Não foi uma grande atuação dos Bleus no geral, por vezes frágil e desligado, mas o time cresceu nos momentos certos para construir o resultado pela Liga das Nações. De positivo, ainda houve a estreia de Eduardo Camavinga, tornando-se o mais jovem a entrar em campo por seu país desde 1914.

Didier Deschamps escalou uma equipe bastante diferente da que enfrentou a Suécia no final de semana. Hugo Lloris, Dayot Upamecano, N’Golo Kanté e Antoine Griezmann eram os únicos mantidos na formação. O novo ataque era comandado por Wissam Ben Yedder e Anthony Martial. Já na Croácia, Zlatko Dalic também variou bastante seu 11 inicial. Dejan Lovren, Mateo Kovacic e Ante Rebic eram os principais nomes em relação à derrota para Portugal, com a aparição de Ivan Perisic e Marcelo Brozovic desde o início.

A postura da Croácia durante os primeiros minutos colocou a França contra a parede. Os visitantes apertavam na marcação e deixavam os Bleus em apuros. Aos poucos, as primeiras chances começaram a surgir e os croatas abriram o placar aos 16 minutos. A defesa francesa não rechaçou a cobrança de escanteio e, na sobra, Dejan Lovren apresentou uma habilidade pouco conhecida. Deu um corte seco em Lucas Hernández, antes de bater cruzado e vencer Hugo Lloris. Era um começo de jogo movimentado, mas a vantagem era merecida.

A França cresceu aos poucos com o passar dos minutos e contou com a qualidade de seu ataque para encontrar os espaços na defesa da Croácia. Antoine Griezmann era importante nessa construção e começou a aparecer, assim como a liberdade da dupla de ataque ajudava. O gol de empate saiu aos 42, numa belíssima tabela. O passe de Ben Yedder de primeira foi decisivo para abrir com Martial pela esquerda. O atacante cruzou e Griezmann completou dentro da área. Já aos 45, a virada teve um bocado de sorte. Ben Yedder cruzou rasteiro e Martial finalizou, mas carimbou na trave. Porém, a bola voltou nas costas do goleiro Dominik Livakovic e entrou.

A Croácia voltou a acordar no início do segundo tempo, novamente atacando com velocidade e dificultando a saída de bola da França. Aos nove minutos, os croatas empataram outra vez. Josip Brekalo havia saído do banco e foi acionado por Kovacic num lindo passe em profundidade. O ponta encarou a marcação de Ferland Mendy e escapou também de Clément Lenglet, antes de chutar cruzado. Kovacic, em especial, aparecia muito no meio-campo e comandava a reação dos croatas.

Aos 18 minutos, Deschamps mandou a campo Olivier Giroud e Eduardo Camavinga – que, aos 17 anos, se tornou o jogador mais jovem a defender os Bleus desde 1914, superando a marca estabelecida por Maryan Wisniewski em 1955 – mas seguindo atrás de Maurice Gastiger. A resposta da França seria imediata, encaminhando a vitória. Aos 20, Griezmann cobrou escanteio e Upamecano concluiu de cabeça. Os franceses seguiam tentando e Martial desperdiçou ótima oportunidade em contra-ataque. O quarto viria aos 32, num pênalti que gerou muitas reclamações dos croatas, após um lance parecido ser negado do outro lado pouco antes – vale lembrar que não há VAR na Liga das Nações. Na cobrança, Olivier Giroud converteu. Os minutos finais serviriam para Camavinga apresentar um pouco de seu repertório e Nikola Vlasic quase descontar, em tiro na trave.

França e Portugal dividem a liderança no Grupo A3 da Liga das Nações, ambas com duas vitórias. O primeiro confronto direto acontece na próxima Data Fifa, em 11 de outubro, em Paris. Ainda não foi o futebol que se espera do time de Didier Deschamps, considerando as peças à disposição do time. Os portugueses irão exigir bem mais dos Bleus, até por aquilo que apresentaram nestes dois jogos em setembro, mais convincentes. Ainda assim, o talento à disposição faz os franceses merecerem muito respeito.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore