Para uma disputa de terceiro lugar, um jogo geralmente melancólico entre dois times que foram derrotados recentemente, até que o duelo entre Argentina e Chile, reedição das últimas duas finais da Copa América, foi bastante movimentado. Teve a segunda expulsão de carreira de Lionel Messi e evidências claras de que Paulo Dybala merecia mais minutos na competição. No fim, deu Argentina, por 2 a 1.

Gol de pelada

Se a disputa de terceiro lugar é um grande churrascão, o primeiro gol da Argentina foi apropriado. Messi cobrou falta do meio-campo, aparentemente com a bola rolando, e achou Agüero atrás de todo o time do Chile. O atacante do Manchester City, de maneira surpreendente dentro da Copa América que faz, não teve dificuldades para driblar o goleiro Arias e fazer o primeiro gol da Argentina.

423 minutos no banco de reservas

Dos 450 minutos que importavam para a Argentina na Copa América, Dybala ficou 423 no banco de reservas. Jogou 15 contra o Catar e seis contra Venezuela e Brasil. Contra o Chile, foi titular ao lado de Messi e parece que o mundo continuou girando normalmente. Mais do que isso até, Dybala recebeu o passe de Lo Celso, dominou com classe e tocou por cima de Arias para fazer 2 a 0. E quase marcou outro com um chute acrobático. 

“Eu expulsei Lionel Messi”

É o que ele queria, então vamos lá: o nome do árbitro, o segundo na história responsável pela expulsão de Lionel Messi, é Mário Díaz de Vivar. Aos 36 minutos do primeiro tempo, Messi e Medel dividiram uma bola que saiu pela linha de fundo. O argentino deu um toque no calcanhar do chileno, que ficou muito bravo e passou a peitar o craque do Barcelona. Messi ficou parado durante as três trombadas que Medel lhe deu. E Mário Díaz de Vivar, sentindo que precisava controlar os ânimos de um jogo importantíssimo como uma disputa de terceiro lugar, deu cartão vermelho aos dois, e estragou a tarde de muitas das 40 mil pessoas que foram a Itaquera pela oportunidade de ver Messi jogar futebol. O outro cartão vermelho que Messi recebeu foi também pela Argentina, em amistoso contra a Hungria, em 2005. 

É assim que bate, Vargas

A bola estava no outro lado do gramado quando o árbitro Vivar foi chamado para ver o VAR e marcou pênalti de Lo Celso em Aránguiz. Eduardo Vargas teria a chance de fazer o seu terceiro gol na Copa América e se destacar no pelotão de artilheiros, mas a cavadinha contra o Peru, na semifinal, deve ter lhe retirado os privilégios de cobrador de pênalti. Como se estivesse dando um recado para o companheiro, Vidal cobrou com raiva, uma bomba firme no meio, e descontou. 

Catorze artilheiros

A Copa América chega à sua última partida com 14 (!) artilheiros, todos com dois gols: Everton, Coutinho, Roberto Firmino, Zapata, Cavani, Vargas, Alexis Sánchez, Miyoshi, Flores, Lautaro Martínez, Agüero, Luis Suárez, Machís e Guerrero. Que os brasileiros e peruanos dessa lista resolvam esse impasse no Maracanã. 

Ficha técnica

Argentina 2 x 1 Chile

Local: Arena Corinthians, em Itaquera
Árbitro: Mário Díaz de Vivar (Paraguai)
Gols: Sergio Agüero e Paulo Dybala (ARG); Arturo Vidal (CHI)
Cartões amarelos: Germán Pezzella, Leandro Paredes, Juan Foyth e Nicolás Tagliafico (ARG); Jean Beausejour, Arturo Vidal e Erick Pulgar (CHI)
Cartões vermelhos: Lionel Messi (VER); Gary Medel (CHI)

Argentina: Franco Armani; Juan Foyth, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo de Paul, Leandro Paredes e Giovani Lo Celso (Ramiro Funes Mori); Lionel Messi, Sergio Agüero (Matías Suárez) e Paulo Dybala (Ángel Di María). Técnico: Lionel Scaloni.

Chile: Gabriel Arias; Paulo Díaz, Gary Medel e Gonzalo Jara (Guillermo Maripán); Maurício Isla, Charles Aránguiz (Nicolás Castillo), Erick Pulgar, Arturo Vidal e Jean Beausejour; Eduardo Vargas e Alexis Sánchez (Junior Fernandes). Técnico: Reinaldo Rueda