Com histórico de viradas, Gallardo pede confiança no River Plate para jogo de volta contra o Grêmio

Desde que assumiu, em 2014, Gallardo conseguiu algumas viradas importantes e precisará de um novo milagre para eliminar o Grêmio

O que dizer aos torcedores depois de perder o jogo de ida da semifinal da Libertadores? O técnico Marcelo Gallardo pediu um voto de confiança da torcida. Pediu que acreditem que o River é capaz. E não é por acaso. Perder em casa é ruim, mas o time de Gallardo já mostrou poder de reação em anos anteriores e, como um dos times mais fortes atualmente na América do Sul, de fato não pode ser desprezado. E Renato Portaluppi foi o primeiro a dizer isso, logo após a vitória.

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“Nós vamos focar em ir ao Brasil para ganhar e trazer a classificação, que as pessoas creiam no River”, disse Gallardo, na entrevista coletiva após o jogo. “O Grêmio levou um prêmio grande demais para um detalhe que ele lida bem”, continuou o treinador dos Millonarios. “Nós não pudemos fazer o nosso jogo. Nos custou. Era 0 a 0 ou a mínima diferença. E se deu com um gol de cabeça. Também poderíamos ter feiito nós, mas não conseguimos. Foi esse detalhe”.

Com o jogo travado pelo Grêmio, Gallardo lamentou. “Tentamos fazer o nosso jogo, desativar essa defesa, jogar por baixo”, afirmou. “Por cima eles são fortes. Se fecharam bem. Não acho que faltou um plano B. Os rivais jogam e te respeitam. O Grêmio fez a partida ser longa, cortada. É do jogo. Nestas partidas de detalhes, as circunstâncias pesam. Fizeram pesar o gol de bola parada”.

“Nós acreditamos que somos uma equipe forte. Podemos ganhar como visitante. Iremos com essa esperança e mentalidade. Não nos resta outra coisa além de ganhar. Nós vamos tentar. Somos fortes como visitantes. Podemos causar algum problema”, analisou o treinador do River.

Desde que chegou ao River Plate em 2014, Gallardo já tirou da manga algumas viradas importantes que lhe dão respaldo a pedir confiança. Na próxima terça, em Porto Alegre, às 21h45, o time precisará de outro capítulo desse. Na Libertadores de 2015, perdeu por 1 a 0 para o Cruzeiro em casa. Na volta, venceu por 3 a 0 com gols de Carlos Sánchez, Maidana e Teo Gutiérrez. Em 2017, perdeu o jogo de ida para o Jorge Wilstermann, da Bolívia, por 3 a 0. Na volta, fez um histórico 8 a 0, em uma atuação grandiosa de Scocco.

O episódio mais recente foi contra o Boca Juniors, na Supercopa Argentina, neste início de 2018. O Boca vinha melhor, era o campeão argentino, enquanto o River vinha da eliminação para o Lanús na semifinal da Libertadores. Fez um jogo fantástico contra o Boca, venceu por 2 a 0 e conquistou a taça – que pode não ter lá a maior importância do mundo, mas é uma decisão contra o Boca, o que sempre pesa. “Jogamos mal dois meses como parte da estratégia para que o Boca não soubesse que íamos vencer”, disse, brincando, Gallardo após aquela vitória.

O desafio contra o Grêmio é gigantesco. É um dos melhores times do Brasil, se não for o melhor. Em Porto Alegre, dificilmente perde. O River Plate terá desafio monumental (trocadilho intencional) para superar na Arena Grêmio.