Quando se pensar em 2017, o ano pode deixar uma impressão amarga ao River Plate, pela maneira como o time caiu nas semifinais da Copa Libertadores. Ainda assim, os Millonarios fecham o calendário gloriosamente. Conquistam o bicampeonato da Copa Argentina, torneio que ganhou expressividade nas últimas temporadas.  Se a sequência de resultados no Campeonato Argentino também não é boa, o clube de Núñez levantou poeira em Mendoza, palco da final contra o Atlético Tucumán. O River derrotou os albicelestes por 2 a 1 e manteve a série de títulos de Marcelo Gallardo: desde que assumiu o time, em 2014, o técnico sempre ergueu ao menos uma taça por ano. Não seria desta vez que a corrente se quebraria.

Em uma Copa Argentina cheia de zebras, o River Plate não deu muita margem ao erro na final. Saiu em vantagem graças a uma cabeçada de Ignacio Scocco, embora tenha permitido o empate dos tucumanos, com o veterano Luis Miguel Rodríguez. Já no início do segundo tempo, os Millonarios assinalaram sua conquista com um belíssimo tiro de canhota de Nacho Fernández. Lavaram a alma depois do muito que se questionou, e com razão, com a queda do time para o Lanús na Libertadores.

Gallardo, sobretudo, se coloca um pouco mais entre os grandes treinadores da história do River Plate. Já são sete títulos conquistados desde que retornou ao Monumental, em 2014. Levou a Copa Sul-Americana, a Libertadores, duas Recopas, a Copa Suruga e o bicampeonato da Copa Argentina. É o terceiro comandante com mais taças pelo clube, a duas de alcançar o recorde de Ramón Díaz. Além disso, somando seus feitos dos tempos de jogador, já são 15 troféus enfileirados em Núñez, o segundo maior nesta categoria.

“Não ia ser fácil fechar o ano desta maneira, depois do que aconteceu. Foi duro. Além disso, nos propusemos objetivos muito altos. Chegar às fases finais da copa não acontece todos os dias e nem é para qualquer um. É um alívio depois de tudo o que sofremos. Somos justos ganhadores e pudemos nos dar esta alegria”, declarou o treinador, ovacionado pela torcida em Mendoza.

O principal título que falta na galeria de Gallardo como técnico do River Plate, o Campeonato Argentino, não deve vir tão cedo. O time precisa de uma reviravolta na atual temporada, ocupando o modesto 16° lugar, a 12 pontos do líder Boca Juniors. Além disso, há outros objetivos a se mirar: a Libertadores e também a Supercopa Argentina, que ganha um peso diferente com o duelo ante os próprios xeneizes, no Superclássico inédito para decidir esta taça. É a chance dos Millonarios, mais uma vez, provarem sua veia copeira com o comandante, após terem perdido o último troféu na competição também ante o Lanús.