A temporada ruim do Everton parece que começa a ficar para trás. No segundo jogo de Carlo Ancelotti no comando do time, a segunda vitória. Fora de casa, o time de Liverpool venceu o Newcastle por 2 a 1, com dois gols do centroavante Dominic Calvert-Lewin e atuação consistente. Com um time ofensivo, os Toffees não se preocuparam em ter que atuar em um estádio onde a pressão da torcida é forte, o St. James’ Park, e conseguiu uma vitória importante. E rodando o elenco.

Ancelotti mudou o esquema tático do time. Colocou a equipe em um 4-4-2, que na prática se tornava um 4-2-4 com a bola. Isso porque os dois jogadores de lado no meio-campo eram atacantes: Richarlison e Theo Walcott. No ataque, Calvert-Lewin fazia dupla com Moise Kean. O italiano ganhou a chance na rotação, mas não conseguiu aproveitar muito bem. E mesmo no centro do meio-campo do Everton, o time não tinha um marcador puro. Tom Davies e Gylfi Sigurdsson formavam a dupla centralizada, com muita qualidade técnica.

A aposta do Newcastle era bem diferente. O time foi escalado em um 3-5-2, com muita força física envolvida no time. O único que fugia a essa característica era Miguel Almirón, paraguaio que foi titular no meio-campo. O ataque era formado por duas torres, Andy Carroll e Joelinton, fortes e bons no jogo aéreo. Era de se esperar que o time usasse muitas bolas aéreas.

Aos 12 minutos, em uma cobrança de falta, Sigurdsson chutou na barreira, a bola voltou para ele, que chutou de novo para a área, a bola passou por todo mundo e sobrou para o centroavante Dominic Calvert-Lewin, que tocou no canto e fez: 1 a 0. Os visitantes eram melhores, mas o Newcastle, na base da força e da pressão com cruzamentos, deu muito calor no Everton no final do primeiro tempo.

No começo do segundo tempo, o Newcastle fez uma jogada bem ao seu estilo para empatar o jogo. Em cobrança de bola parada, Fabian Schär marcou depois de receber assistência de cabeça de Andy Carroll – olha a artilharia aérea aparecendo aí. Com 11 minutos, o placar estava igualado.

Só que o placar não duraria muito. Richarlison recebeu uma bola em velocidade pela ponta direita e foi até a linha de fundo para cruzar, rasteiro, para Calvert-Lewin completar com um carrinho em que ele nem mesmo acertou a bola em cheio, mas colocou na rede mesmo assim: 2 a 1, aos 19 minutos.

Com o segundo gol no jogo, Calvert-Lewin chegou a cinco gols nos últimos cinco jogos da Premier League. Ele igualou uma marca dos 28 jogos anteriores. Uma marca que mostra que o atacante, de 22 anos, tem que ser mesmo mais aproveitado neste momento de alta. Sua combinação com Richarlison jogando mais pelo lado do campo é proveitosa para o time, porque o brasileiro tem muito mais oferecer que nomes como Iwobi ou o próprio Walcott.

O Newcastle pressionou como conseguiu, mas o time não conseguia levar a bola com qualidade ao ataque e, assim, sofreu. Não conseguiu envolver o time de Ancelotti, que conseguia administrar o jogo e até evitar uma grande pressão no final ou um desgaste físico intenso.

O Everton, curiosamente, se iguala ao Newcastle em pontos. Os dois times vivem momentos bem diferentes, porém. Os Magpies chegam a duas derrotas consecutivas e acumulam três nos últimos cinco jogos. A distância para o alto da tabela ainda é grande. São sete pontos, além de seis posições. Mas o Everton já parece ter um desempenho mais adequado ao elenco que tem.

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