Com Ben Chilwell, Lampard ganha um titular inequívoco na lateral esquerda do Chelsea

A atuação do Chelsea no mercado de transferências de verão europeu segue implacável. Depois de garantir as chegadas de Timo Werner e Hakim Ziyech, os Blues estão prestes a acertarem com Thiago Silva para a defesa, negociam de forma avançada com Kai Havertz, do Bayer Leverkusen, e acabam de assegurar também a contratação de Ben Chilwell, do Leicester. O lateral esquerdo chega para acabar com um problema que Lampard enfrentou ao longo de sua primeira temporada como técnico no Stamford Bridge, dando ao treinador uma opção inequívoca para ocupar o posto de titular na posição.

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Ao longo da temporada 2019/20, foi ficando evidente a desconfiança de Lampard em relação às suas opções para a lateral esquerda. O brasileiro naturalizado italiano Emerson Palmieri começou como titular por lá, mas não convenceu e perdeu posição para Marcos Alonso. O espanhol tampouco foi incontestável.

O esquema preferido de Lampard, o 4-3-3, nunca foi o melhor encaixe para o jogador, que, vale apontar, se deu muito melhor atuando como um ala em um esquema com três zagueiros como o 3-4-3 visto na reta final de Copa da Inglaterra. Foi também em uma formação com três defensores centrais e alas mais avançados que Alonso se destacou tanto com Antonio Conte na temporada 2016/17, em que os Blues acabaram como campeões.

Marcos Alonso não convenceu Lampard (Peter Powell/AFP via Getty Images/OneFootball)

Para acabar com qualquer dúvida de seu descontentamento com as alternativas que tinha para a lateral esquerda, Lampard chegou a improvisar mesmo César Azpilicueta naquele lado do campo em 11 partidas ao longo da temporada. Ainda que tivesse lá sua experiência em jogar improvisado na esquerda, sobretudo sob Mourinho, Azpi não é capaz de manter por aquele lado o nível que traz na direita.

Foi ao longo de toda essa instabilidade e dessas trocas no setor que foi ficando cada vez mais claro que o Chelsea precisava de um reforço para a posição, e em Ben Chilwell o clube encontra uma das melhores soluções possíveis para o seu problema. Desde a temporada 2016/17, quando começou a se estabelecer no Leicester que era à época o detentor do título da Premier League, Chilwell foi evoluindo até se tornar um dos melhores laterais esquerdos da liga inglesa. A ascensão clara o levou à seleção, em que é hoje titular.

Aos 23 anos, Chilwell já um jogador para o presente, mas também uma peça para o longo prazo do clube, capaz de, em teoria, entregar cerca de dez anos de bom futebol aos Blues. Pelo valor de £ 50 milhões noticiado pela imprensa inglesa, e contrato até 2025, a expectativa por um retorno técnico será grande. Porém, bem ambientado em uma competição dura como é o Campeonato Inglês, é difícil visualizar um cenário em que isso não aconteça.

Em termos de características, Chilwell não é o tipo de lateral explosivo e de subidas extremamente rápidas ao ataque, mas isso não o torna menos perigoso no setor ofensivo. Tem como forte a boa leitura de espaço que faz, colocando-se em boas posições para oferecer passes e ser ele também opção. Seus passes, por sinal, são de grande qualidade e geraram inúmeras oportunidades a Vardy nos últimos anos. Defensivamente, usa bem o corpo para se posicionar em diferentes situações, como no um contra um, e tem uma recuperação rápida na transição defensiva.

Com esse conjunto de qualidades, o status de titular da Inglaterra e o valor que custou aos Blues, Chilwell chega ao Chelsea como o claro novo dono do posto na lateral esquerda. Alvo principal do time londrino há meses para a posição, sua contratação é também um reforço da declaração de intenção do Chelsea em busca de seu salto de patamar no cenário nacional, vista ao longo das últimas chegadas – e daquelas que estão a ponto de se concretizar.