Administra um clube da Ligue 1 e está em busca de um comprovado goleador? Surgiu uma oportunidade. Djibril Cissé, 38 anos, aposentado desde 2017, manifestou seu desejo de voltar aos gramados com um objetivo específico em mente. Com 96 gols, o veterano quer alcançar a marca centenária e aceita até jogar de graça.

A carreira de Cissé, promissora quando surgiu pelo Auxerre e foi contratado pelo Liverpool, foi acidentada por sérias lesões. Ele chegou a quebrar as duas pernas, a esquerda em 2004 e a direita, dois anos depois, quando se preparava para a Copa do Mundo de 2006.

Na Ligue 1, fez 70 gols pelo Auxerre entre 2000 e 2004, quando se mudou para a Inglaterra. Voltou em 2006 para defender o Olympique Marseille, com mais 24 tentos. Anotou outros dois pelo Bastia antes de sua primeira aposentadoria, em 2015.

“Nós atacantes temos amor pelos gols e pelas marcas, 25, 50, 75… A marca de 100 me assombra. Fiquei em 96 desde que parei. Faltam quatro e isso e me deixa louco. Eu quero voltar à Ligue 1 para marcá-los. Se algum clube me aceitar, eu consigo fazê-los em dois ou três meses. Sou bem teimoso quando tenho um objetivo. Faço de tudo para alcançá-lo”, afirmou, em entrevista à SoFoot. “Estou preparado para voltar e jogar de graça, sem salário, então não há muito risco. No momento, não tenho contatos avançados, mas espero que clubes apareçam”. 

A segunda e última vez em que se aposentou foi entre 2017 e 2018. Depois de uma cirurgia no quadril, tentou voltar aos gramados, chegou a treinar com o Auxerre, mas não encontrou clubes. Disse que pararia para se concentrar na carreira como DJ, mas acabou fazendo uma temporada pelo Yverdon Sport, da terceira divisão suíça, com 24 gols em 29 partidas.

“Dois anos atrás, estava no Yverdon, e tudo bem que era a terceira divisão da Suíça, mas fiz 24 gols em 27 jogos (como titular), sem me machucar. Então acho que consigo fazer quatro gols na Ligue 1”, disse. “A profissão de DJ não necessariamente envolve álcool. Nunca bebi ou usei drogas na minha vida. Sou bem preservado”.

Cissé acredita que em qualquer cenário sua experiência pode ser importante e cita o brasileiro Hilton, zagueiro de 42 anos que ainda atua pelo Montpellier, como exemplo. “Quando vejo caras como ele, eu me digo que posso ajudar um time na preparação mental, as categorias de base, mesmo dar conselhos a alguns atacantes. Eu adoraria isso”, encerrou.

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