A reação parecia ter chegado. Com grande partida de Jorge, recém-convocado à seleção brasileira, o Santos voltava a vencer, fazia 3 a 0 no Fortaleza e encaminhava três pontos fáceis depois de duas derrotas seguidas no Brasileirão. Mas tudo desmoronou no segundo tempo. Os visitantes incrivelmente foram buscar o empate em 3 a 3, neste domingo (25), na Vila Belmiro.

Logo aos dois minutos de jogo, Jorge acertou um belo lançamento para Evandro, que ajeitou para Sasha, que, por sua vez, abriu com Marinho. Livre, o atacante bateu rasteiro para fazer 1 a 0, em sua primeira partida como titular do Santos.

O time da casa ampliou pouco depois. Aos dez minutos, após cobrança de escanteio, o goleiro Felipe Alves afastou com um soco, mas Jorge, de fora da área, acertou um belo chute de primeira, sem deixar a bola cair, para fazer 2 a 0, um golaço.

A cereja do bolo da atuação de gala de Jorge no primeiro tempo veio aos 32 minutos, quando o lateral mais uma vez lançou com precisão a bola a um companheiro, desta vez Sasha, que foi direto ao gol e finalizou para fazer 3 a 0.

O primeiro tempo, nas palavras do próprio Sampaoli, teve uma das melhores atuações coletivas do Santos desde a chegada do argentino. Já o segundo foi um verdadeiro desastre. O técnico falou após o jogo que foram lances pontuais, mas a verdade é que houve um problema de atitude na segunda etapa. É natural dar uma relaxada após abrir placar tão amplo logo no começo, mas o time intenso do primeiro tempo não pôde ser visto no segundo. Desestabilizou-se com o primeiro gol.

Este primeiro gol, o do início da reação do Fortaleza, por sinal, veio após checagem do VAR, que identificou pênalti de Felipe Aguilar em Edinho. Na cobrança, Wellington Paulista converteu, fazendo 3 a 1 aos 15 do segundo tempo. Aos 23 minutos da etapa complementar, Wellington Paulista voltou a balançar as redes. Tinga cruzou da direita, a zaga não conseguiu afastar, e a bola chegou até o outro lado, com Carlinhos, que devolveu para dentro da área, onde o centroavante aproveitou o posicionamento ruim do oponente e diminuiu para 3 a 2.

Crescendo na reta final, o Fortaleza foi buscar o gol do empate aos 50 do segundo tempo. Carlinhos cruzou a bola na área, Felipe Aguilar se atrapalhou na tentativa de interceptar o cruzamento, e ela sobrou livre para Tinga, decisivo, chegar batendo e decretar o 3 a 3.

O resultado abriu caminho para o Flamengo, que enfrentaria o Ceará mais tarde, igualar o time de Sampaoli na classificação, mas assumindo a liderança por causa do saldo de gols caso confirme o favoritismo.

A queda de rendimento do Santos nas últimas rodadas acendeu o sinal de alerta da torcida santista de que aquele futebol da sequência de seis vitórias talvez não seja o mais próximo da realidade do clube, claramente com elenco mais fraco que Flamengo, Palmeiras e São Paulo, por exemplo.

Abrir três gols de vantagem contra uma equipe que briga contra o rebaixamento e conceder o empate, em casa, certamente não parece ser o tipo de capítulo escrito no roteiro de times campeões. Será preciso responder – e rápido – a essa queda abrupta para mostrar capacidade de se manter na briga pelo título nacional.