Os clubes da quarta divisão do futebol inglês decidiram encerrar a temporada regular de 2019/20, devido aos altos custos de realizar as partidas restantes com portões fechados, mas querem manter os playoffs para decidir o quarto promovido à terceira divisão, o que ainda precisa ser ratificado pela entidade organizadora, a Football League, e pela Federação Inglesa.

Em um comunicado, a Football League disse que os clubes da League Two indicaram “preferência unânime” pelo modelo apresentado pela entidade, que mantém a promoção com base em uma tabela determinada por pontos por jogo – porque oito clubes têm apenas 36 partidas disputadas até agora, com o resto da tabela em 37.

Haveria poucas mudanças significativas na tabela. Os três primeiros colocados, com vaga direta à League One seriam os mesmos, com o Swindon Town assumindo a primeira colocação do Crewe Alexandra. O terceiro promovido seria o Plymouth. Os quatro classificados aos playoffs também seriam mantidos, apenas com o Chaltenham em quarto lugar, ultrapassando o Exeter City. Colchester e Norhtampton completariam o quarteto.

Os clubes, porém, pediram para que não houvesse rebaixamento à National League, que já encerrou suas três divisões em 22 de abril. Apenas um clube cairia nesta temporada da League Two, com a falência do Bury, e, no momento, seria o lanterna Stevenage, apenas três pontos atrás do Macclesfield e com um jogo a menos.

A Football League disse que considerará o pedido em sua próxima reunião. “O sentimento é que não é justo. Acho que seria correto e apropriado (não haver rebaixamento) quando você tem dez jogos faltando”, disse o dono do Stevenage, Phil Wallace. “Estamos três pontos atrás do Macclesfield, com um jogo a menos, eu realmente gostaria de ter a oportunidade de sair dessa situação jogando. Estamos revitalizados e o Macclesfield está com problemas’’.

O principal motor por trás da decisão é financeiro. Em uma liga na qual as principais receitas ainda são de bilheteria, muitos clubes pagariam para fazer os jogos restantes, especialmente com a necessidade de se adequar aos protocolos de segurança. De acordo com o Guardian, cada um gastaria £ 140.000 para testar os jogadores e funcionários até o fim da temporada.

Os clubes também teriam que retirar seus funcionários do programa do governo que cobre salários até £ 2,5 mil por mês, esterilizar as instalações e comprar equipamentos de segurança, custo total estimado de até £ 500.000 por cabeça.

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