No Brasil, o Corinthians recentemente retirou assentos do setor de visitantes de sua arena em Itaquera quando recebeu o São Paulo, pelo Brasileirão. Uma medida preventiva para evitar que os rivais causassem algum tipo de confusão no novo estádio. Pois na Suíça o FC Sion teve uma ideia muito mais legal e humana. Em vez de dar tratamento pior, resolveu elevar o patamar do atendimento ao visitante: entradas de graça para os torcedores e queijo e vinho para todos.

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“O Valais tem uma reputação de aceitação e amistosidade. Queremos honrar essa imagem e dar um passo nessa direção, pelo espírito do esporte e do jogo limpo”, dizia o press release do Sion que anunciou a iniciativa, antes de uma partida com o St. Gallen em julho. No último domingo, o clube recebeu o Luzern, e cerca de 600 torcedores visitantes degustaram não apenas o queijo, mas também vinho branco.

O pai da ideia foi o próprio presidente do Sion, Christian Constantin, um arquiteto rico e excêntrico que, como lembra o Guardian, já protagonizou um episódio peculiar ou outro, como quando comparou Joseph Blatter, presidente da Fifa, a Muammar Kadhafi, ditador líbio morto em 2011 após as revoltas da Primavera Árabe.

Apesar da aparente boa intenção de Constantin, muitos torcedores adversários não foram convencidos. Tanto a torcida do St. Gallen quanto a do Luzern acenderam sinalizadores no local que ocupavam no Estádio Tourbillon. Já os torcedores do tradicional Basel torceram ainda mais o nariz. Diante da gratuidade dos ingressos, cada um dos cerca de mil torcedores contribuíram com dez francos suíços – mais ou menos o preço da entrada – e “devolveram” ao presidente do Sion, além de levantar uma faixa dizendo que “não seriam comprados”.

Se a medida eventualmente terá efeito completo, ainda não sabemos, mas Constantin é fatalista ao falar dessa possibilidade: “Se não funcionar, então fecharei o setor de visitantes depois da pausa de inverno”. Bom, depois dessa, se os torcedores adversários forem um pouco espertos deixam os sinalizadores para outra partida fora de casa. Ou vai dizer que não vale a pena por um bom queijo e vinho?