Cleiton Xavier ainda não conseguiu ser o meia dos sonhos do Palmeiras, mas decidiu, neste domingo, a vitória sobre o Corinthians, no clássico disputado no Allianz Parque. Em apenas dois minutos em campo, aproveitou o rebote de um chute de Moisés, defendido por Walter, e com inteligência, cabeceou por cima dos defensores alvinegros. Triunfo por 1 a 0, importante para o dono da casa, que mais uma vez veio com a influência do técnico Cuca.

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O primeiro tempo do dérbi paulistano não fez o coração de nenhuma das torcidas bater mais forte, com uma grande chance para cada lado. Gabriel Jesus foi lançado por Tchê Tchê, pela direita, mas demorou muito para chutar e desperdiçou uma oportunidade claríssima de gol. No outro lado, Giovanni Augusto aproveitou a hesitação de Moisés e finalizou cruzado, com perigo. O Corinthians chegava mais na bola parada, e o controle da partida era ligeiramente palmeirense.

Cuca mexeu no intervalo. Colocou Cleiton Xavier no lugar de Róger Guedes, reforçando o meio-campo, e a recompensa veio logo aos 2 minutos da etapa final. Dudu recebeu à frente do grande círculo e lançou Moisés com precisão. O meia avançou pela esquerda e chutou forte, para defesa de Walter. No rebote, o camisa 10 achou um espaço para marcar o gol da vitória do Palmeiras.

Atrás no placar, o Corinthians cresceu, chegou a pressionar por alguns minutos, e acertou a trave, com Guilherme, mas esse ímpeto não persistiu. Criou pouco com a bola no chão, e a maioria dos lances de perigo saiu em bolas paradas. Sem a intensidade habitual na marcação, deu espaços para o contra-ataque do Palmeiras, que voltou à tona depois de algum tempo mais recuado.

Gabriel Jesus perdeu três boas chances de matar o jogo, em um chute de fora da área bem defendido por Walter, uma bola cortada por Yago em cima da linha e uma cabeçada que passou perto do ângulo. O Palmeiras correu riscos por não ter conseguido ampliar o resultado, mas, no geral, pareceu no controle durante o segundo tempo.

Não foi a primeira vez no Campeonato Brasileiro que uma substituição de Cuca apresenta resultados efetivos quase imediatos. Na verdade, das cinco vitórias do Palmeiras no torneio, o treinador deixou a sua marca em quatro.

Contra o Fluminense, o primeiro tempo também foi bastante equilibrado, e Fred teve uma cabeçada letal defendida brilhantemente por Fernando Prass. Entraram Moisés e Alecsandro no intervalo, líderes da blitz de 20 minutos que fez o Palmeiras abrir 2 a 0. Róger Guedes entrou na etapa final contra o Grêmio, fez um gol improvável quando o placar apontava 3 a 1 para os gaúchos e energizou a torcida no Pacaembu. Em Brasília, a entrada do contestado Luan deu força aos palmeirenses pela esquerda, da onde surgiram as jogadas que resultaram em dois pênaltis – apenas um deles marcado pelo árbitro, o que valeu a vitória por 2 a 1.

E agora contra o Corinthians. O torcedor pode se perguntar por que Cuca já não começa com um time diferente, mas não funciona exatamente assim. Treina-se uma equipe base durante a semana e se muda de acordo com as circunstâncias da partida, o que não desculpa eventuais erros de escalação que qualquer treinador possa cometer. E, às vezes, as alterações não dão certo.

Contra o São Paulo, saiu Thiago Santos para a entrada de Moisés, e o Tricolor do Morumbi cresceu. Na ausência de um volante, Thiago Mendes teve espaço para carregar a bola entre os campos, e o Palmeiras não perdeu por um placar superior a 1 a 0 apenas porque Fernando Prass executou ao menos quatro grandes defesas.

O Palmeiras chegou aos 15 pontos, com cinco vitórias em sete rodadas, e um retrospecto quase perfeito dentro de casa. São quatro triunfos, 11 gols marcados e três sofridos, todos contra o Grêmio, no Pacaembu. No Allianz Parque, Cuca nunca foi vazado e segue 100%. A força do Palmeiras, até aqui, está em casa e na observação aguçada do seu treinador.