Por várias vezes, o Manchester City impressionou mostrando atuações de ofensividade quase irrespirável, até conseguir gols e mais gols em suas partidas. Assim vive ótimo começo de temporada, enquanto o rival Manchester United vive momento de irregularidade, em que nem mesmo vitórias importantes (como a ocorrida contra a Juventus, pela Liga dos Campeões) escondem o momento difícil e as controversas decisões de José Mourinho. Por isso, até se esperava uma generosa vitória dos Citizens, neste domingo, pela 12ª rodada da Premier League. Mas não foi necessário atacar tanto: o City aumentou o volume ofensivo até conseguir os gols. Conseguiu. E o 3 a 1 lhe bastou para recuperar a liderança do campeonato, com 32 pontos, dois à frente do Liverpool.

Mas era preciso atacar, pelo menos no começo do jogo. E os mandantes já começaram a fazer isso aos dois minutos de jogo, quando Bernardo Silva dominou a bola nas proximidades da área e arriscou o chute, que passou perto do gol, à direita de David de Gea. Aos quatro, continuou: David Silva cruzou da esquerda, Bernardo Silva e Sergio Agüero se atrapalharam na conclusão dentro da área, mas a bola ainda sobrou para que Fernandinho tentasse, arrematando para fora.

Já estava até demorando. Até que, aos 12 minutos, veio o que todo o Etihad Stadium já esperava. Cruzamento de Raheem Sterling para a área, Bernardo Silva tentou a finalização na segunda trave, mas mandou a bola para o meio, e lá estava David Silva para completar e fazer 1 a 0.

Marcado o gol, o Manchester City pôde se dedicar a controlar o jogo, mais trocando passes do que propriamente atacando a meta adversária. Ainda assim, o United só chegou ao ataque uma vez, aos 26 minutos: Ederson defendeu a bola, após cabeceio de Chris Smalling. De resto, os avanços do lado azul eram mais esparsos – como aos 33, numa troca de passes de David Silva e Sterling, com este perdendo a oportunidade. Ou no minuto final do primeiro tempo, quando Agüero veio rápido pela esquerda, mas bateu para fora.

O City havia diminuído seu ritmo no decorrer do clássico? Pois bem: já voltou no segundo tempo para marcar 2 a 0, aos três minutos. Agüero começou e terminou a jogada: puxou a bola desde o meio, triangulou com Riyad Mahrez, entrou na área pela direita e chutou forte, alto, indefensável para De Gea.

Desde então, o time da casa voltou a criar chances mais baseado na troca de passes do que na pressão. Aos dez minutos, Fernandinho lançou Sterling com precisão, mas antes de chutar, o atacante preferiu dominar. Azar: foi acossado por Nemanja Matic e Smalling, ficou sem espaço, e a bola foi para fora.

Só aí José Mourinho tentou fortalecer o ataque do United, com uma alteração. Saiu Jesse Lingard, entrou Romelu Lukaku. Na primeira jogada do atacante belga, aos 13 minutos, bastou: na área, ele foi derrubado por Ederson. Pênalti marcado, e Anthony Martial converteu para o primeiro gol dos Diabos Vermelhos.

O que não quer dizer que o City se desesperou. Continuou levando o ritmo do jogo a seu bel-prazer, trocando passes e mais passes no campo de ataque. Às vezes, arriscando – como no chute de Fernandinho, aos 25 minutos. E finalmente, definindo: aos 41 minutos, Bernardo Silva cruzou da direita, Ilkay Gündogan se viu livre na pequena área, tocou na saída de De Gea, 3 a 1. Não foram necessários tantos gols. Mas trocar passes por 1min54s antes do terceiro gol, sem que o United pudesse esboçar um desarme, não deixa de ser um outro tipo de massacre, daqueles de que a torcida gosta.


Os comentários estão desativados.