A semifinal da Copa da Liga Inglesa prevê dois jogos e quatro tempos de futebol, mas o Manchester City quase matou a eliminatória logo no primeiro. Foi avassalador na etapa inicial em Old Trafford e abriu 3 a 0, com chances e espaço para fazer mais. O Manchester United estava grogue, mas conseguiu estancar a sangria depois do intervalo e o gol solitário de Marcus Rashford mantém algum suspense para o Etihad Stadium, no fim do mês.

Não muito. A vantagem de 3 a 1 do City ainda é extensa e, principalmente, a distância entre o apresentado pelos dois times foi brutal. Os visitantes fizeram um jogo dentro do seu padrão, enquanto o United ficou um pouco abaixo, mas não tão longe do que vem apresentando. Quando a defesa está em um bom dia e o ataque encaixa uns contra-ataques, consegue fazer algum barulho, como na vitória no Etihad pela Premier League.

Sem Harry Maguire, com um garoto de 19 anos fazendo seu 14º jogo pelo time principal na lateral esquerda, a defesa do Manchester United, que não é excepcional, mas também não é fraca, foi facilmente cortada ao meio pelos passes do City. Guardiola deixou Agüero no banco e atuou sem um centroavante de origem. Mesmo quando o faz, o jogador em questão nunca fica estático. Movimenta-se bastante e participa da troca de passes. Mas, com Mahrez, Bernardo Silva e Sterling formando o trio de ataque, o meio-campo azul ficou ainda mais povoado e engoliu Fred e Andreas Pereira. O comando era do City, as transições saíam com facilidade.

E os primeiros minutos até que foram equilibrados. No entanto, quando Bernardo Silva abriu o placar com um golaço de fora da área, em que cortou da direita para o meio e soltou a perna esquerda no ângulo de De Gea, o United desmoronou e deixou que o adversário chegasse duas vezes pelo meio para abrir o placar.

No segundo gol, Lindelöf foi o principal destaque negativo, primeiro errando ao tentar afastar de cabeça, depois errando também o corte do passe de Bernardo Silva que deixou Mahrez livre para driblar De Gea antes de marcar. No terceiro, De Bruyne começou o lance com um toque inteligente no campo de defesa, e Silva acionou Mahrez de novo. O argelino ganhou do jovem Brandon Williams, e a bola sobrou com De Bruyn, que deixou Phil Jones torto antes de cruzar. Andreas Pereira errou o corte e fez gol contra.

Diz muito sobre o primeiro tempo que o United pode até se considerar feliz por ter chegado ao intervalo perdendo por apenas três gols de diferença porque, caso Sterling estivesse em um dia mais inspirado, teria guardado pelo menos uma das duas chances boas que teve, mas nas quais acabou finalizando bem mal.

O United não conseguiu trocar passes, nem contra-atacar em velocidade, como é sua característica, e terminou a etapa com três chutes, todos para fora. No começo do segundo tempo, um chute fraquinho de Daniel James foi o primeiro no alvo dos donos da casa. O ritmo baixou um pouco, mas Mahrez, aos 23 minutos, quase fechou o caixão com uma boa jogada pela direita, bem defendida pelos pés de De Gea.

Logo na sequência, Rodri e De Bruyne se desentenderam no meio-campo, Greenwood puxou o contra-ataque e soltou para Rashford bater rasteiro no canto de Bravo. Isso colocou o jogo em uma situação curiosa. Apesar de todo o domínio do City, um gol do United deixaria tudo bem aberto para o jogo de volta, e ele quase saiu em uma bomba de Rashford de fora da área, que deixou Bravo meio em dúvida se espalmaria ou encaixaria. Acabou jogando para escanteio de um jeito meio estranho.

De qualquer maneira, o Manchester City saiu bem à frente por vaga na Copa da Liga Inglesa, da qual é o atual bicampeão e não perde desde 2016, quando levou 1 a 0 do Manchester United, placar que seria insuficiente no jogo de volta para enviar os Red Devils à final.

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