No único jogo que disputou em casa pela Champions League desta temporada, contra a Roma, na segunda rodada, o Manchester City levou ao Estádio Etihad apenas pouco mais de 37,5 mil pessoas. Considerando que a capacidade máxima da arena é de 46,7 mil e que a partida era contra um oponente tradicional, o número esteve muito aquém do que seria considerado normal. Os quase dez mil lugares vazios repercutiram bastante na imprensa inglesa, vários rivais tiraram sarro da situação, e, para não repetir mais isso, o clube resolveu fazer uma bela de uma promoção. Quem comprasse ingresso para a partida contra o CSKA, nesta quarta, levava dois para casa. Evidentemente, todos se esgotaram.

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Com a classificação à próxima fase em risco, o City precisa de todo o apoio que puder reunir. A equipe somou apenas dois pontos em três partidas até agora, enquanto Bayern e Roma, primeiro e segundo colocados da chave, já têm nove e quatro pontos, nesta ordem. Aproveitando-se da relativa fragilidade do CSKA e da punição que impede os torcedores russos de assistir aos duelos do time mesmo fora de casa, o clube inglês aplica a promoção na hora ideal. Uma noite de futebol convincente e sobrevida na Liga dos Campeões pode ser suficiente para que se crie algo que, segundo analistas da imprensa local, faltou no empate com a Roma no Etihad: atmosfera de Champions League.

Como comentarista na emissora ITV durante a transmissão do jogo com os italianos no começo de outubro, Paul Scholes criticou a falta de apoio dos torcedores do City e tentou explicar o que havia acontecido para que tão pouca gente tenha ido ao estádio para um duelo tão relevante. “O público precisa apoiar o time e criar uma atmosfera especial de Liga dos Campeões. Quando você vem aqui, não parece que tem uma noite especial de Liga dos Campeões. Se você vai para Liverpool, para o Old Trafford, para o Stamford Bridge, eles têm esse sentimento especial. Acho que eles não percebem o quão grande esse jogo é”, argumentou o ex-jogador do Manchester United.

Como torcedores rivais estão sempre procurando o mínimo motivo para provocar uns aos outros, não faltaram brincadeiras também pela necessidade de um time do patamar no qual se encontra o City fazer tal promoção para uma partida da competição interclubes mais importante do mundo. Zoação a parte, a medida talvez seja a melhor que o clube pudesse tomar no momento. É preciso entender exatamente o que acontece para que a procura por ingressos no estádio seja baixa, mas, neste momento, não dá para ficar fazendo experimentações. A equipe não pode dispensar esse apoio completo. Que cada um faça a sua parte.