Bola na mão que não teve intenção, pênalti fora da área, bola que pingou dentro do gol e só o juiz não viu, gol em impedimento escandaloso. O futebol brasileiro foi pródigo em erros claros de arbitragem, e o tema acabou dominando muitos debates pós-rodada do Brasileirão. E com bons motivos, pois a arbitragem brasileira anda muito ruim, uma situação que ficou ainda mais escancarada depois de a própria Fifa informar que a CBF se confundiu nas orientações sobre toque com a mão. Os apitadores se sentiram tão expostos que ameaçaram greve.

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Uma paralisação seria exagerada, mas os árbitros têm alguma razão quando reclamam que viram para-raios de todas as reclamações. O problema é maior. A forma como a arbitragem é tratada pela cúpula do futebol, e como as entidades coordenam o trabalho dos juízes tem resultado direto no que vemos em campo.

Isso já passou pela cabeça de muito torcedor, que, na hora de xingar o juizão que prejudicou seu time, acabou se fazendo algumas perguntas mais profundas. E, em um exercício arrogante de tentar ler a sua mente, a Trivela tenta adivinhar algumas dessas questões que passaram pela sua cabeça para enriquecer um pouco esse debate.

Segunda: Quem são os caras que comandam a arbitragem no Brasil e na Fifa?

Fifa, confederações continentais, federações nacionais e estaduais. As comissões de arbitragem estão cheias de dirigentes escolhidos por critérios políticos, e muitas vezes o conhecimento técnico da arbitragem fica em segundo plano.

Terça: Por que as regras do futebol incentivam tanto a subjetividade do juiz?

Não seria mais fácil botar tudo no papel e tirar do árbitro o poder de definir a intenção do jogador que meteu a mão na bola? Não é bem assim. O futebol sempre terá alto grau de subjetividade, e isso está ligado com a própria origem do esporte.

Quarta: Como são passadas as orientações aos árbitros?

A Fifa define uma orientação para as marcações de toque de mão na bola, mas a CBF repassa errado aos árbitros. A comunicação torta entre os diversos agentes do futebol atrapalham as arbitragens, e isso tem a ver até com você, torcedor.

Quinta: Quais são os critérios dos sorteios de árbitros no futebol brasileiro?

A Lei Pelé obrigou as federações a sortearem os árbitros como forma de reduzir o risco de manipulação ou de subjetividade da comissão de arbitragem. Mas os resultados não são os esperados, até porque os critérios para o sorteio também são contestáveis.

Sexta: Com tantos erros, o replay será a solução? Como fazer isso?

É muito fácil pedir o uso de recurso eletrônico para reduzir os erros, mas ainda é preciso analisar as diversas questões que envolvem essa decisão. A gente mostra o tamanho do desafio.

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