Dentre as competições disputadas pelas principais equipes inglesas, a Copa da Liga é a de menor peso, mas circunstancias de cada temporada podem levá-la a valer muito. A decisão deste domingo entre Chelsea e Tottenham, a partir das 12h50, é um desses casos. Rivais locais, os londrinos repetem a final da edição de 2008. Naquele ano, o Tottenham ficou com o título, sua última atualização de troféu.

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Além de devolver a derrota naquela final, os Blues vão para Wembley com a motivação de se vingar do revés marcante que sofreram para os Spurs na Premier League, em 1º de janeiro, quando levaram um passeio de 5 a 3, com show de Harry Kane.

Esquentando os motores para o jogão deste final de semana na Terra da Rainha, relembramos cinco grandes decisões da história relativamente curta de 55 anos da Copa da Liga Inglesa.

1969 – Swindon 3×1 Arsenal

Derrotado pelo Leeds na final anterior da competição, o Arsenal chegava à sua segunda decisão consecutiva, tendo pela frente o modesto Swindon Town, da terceira divisão. Se a distância de dois escalões entre as equipes era grande, o gramado deteriorado do Wembley e o surte de gripe que acometeu os jogadores dos Gunners nos dias que antecederam trataram de equilibrar um pouco as coisas. No entanto, a garra do Swindon e a grande atuação do goleiro Peter Downsborough, que segurou quase o tempo todo a pressão do Arsenal, foram os fatores mais importantes para a vitória por 3 a 1 na prorrogação, após o empate em 1 a 1 no tempo normal.

1976 – Manchester City 2×1 Newcastle

A decisão da Copa da Liga Inglesa de 1976 foi a segunda chance que o Newcastle teve de encerrar seu jejum de títulos. Após ser derrotado na Copa da Inglaterra de 1974, o time chegava à decisão com uma seca de 21 anos, após vencer a FA Cup de 1955. Como todos sabem, esse longínquo título ainda é o último vencido pelos Toons, que na final de 1976 da Copa da Liga viram seus planos frustrados por um golaço de bicicleta de Dennis Tueart, que definiu a vitória do Manchester City por 2 a 1. Essa foi a última conquista dos Citizens até que o investimento pesado recente dos árabes levou o time ao título da Premier League de 2011/12, repetido na última temporada.

1983 – Liverpool 2×1 Manchester United

Assim como na final deste domingo, a decisão de 1983 teve frente a frente dois rivais. Grande potência da década, o Liverpool conseguiu uma virada marcante sobre o Manchester United para chegar à sua terceira conquista de Copa da Liga Inglesa (hoje já soma oito). Após saírem perdendo, com o gol de Whiteside com apenas 12 minutos de jogo, os Reds empataram com Alan Kennedy aos 30 da segunda etapa, e o irlandês Ronnie Whelan acertou uma linda finalização colocada, no ângulo, para decretar a virada aos oito minutos de prorrogação. Nada melhor que um título com golaço no tempo extra, contra seu maior rival e ainda fechando uma reviravolta. Exemplo claro de como mesmo uma competição sem muito prestígio pode significar muito e marcar a história de um clube já repleto de capítulos.

1988 – Luton Town 3×2 Arsenal

O então atual campeão da Copa da Liga Inglesa Arsenal era o grande favorito no confronto contra o Luton Town. Os azarões abriram o placar após uma cobrança de bola parada, com Brian Stein, logo no começo do jogo, mas, aproximando-se do final da partida, os Gunners conseguiram a virada com Martin Hayes e Alan Smith, entre os 26 e 29 minutos do segundo tempo, restaurando a normalidade prevista para aquele duelo. Entretanto, se tem uma palavra que não descreve essa decisão é “normalidade”. O Luton Town não desistiu, buscou o empate com Danny Wilson, e, aos 45 da etapa complementar, Stein voltou às redes para conseguir a segunda virada do jogo e garantir o único grande título da história do clube.

2011 – Birmingham 2×1 Arsenal

Em 2011, outra zebra, e mais uma vez com o Arsenal, clube com o maior número de vice-campeonatos de Copa da Liga Inglesa – cinco, ao todo. O Birmingham andava tão mal das pernas na Premier League que era uma grande surpresa ter chegado à final do torneio. Em maio daquele ano, o rebaixamento viria a se confirmar, mas ainda dava tempo de um último grande ato entre os grandes do país. O Arsenal via o adversário como uma oportunidade de ouro de voltar a ganhar um título, encerrando o jejum que havia começado após a conquista da Premier League de 2004. Faltou avisar isso Szczesny e Koscielny, que falharam feio, e a Oba Oba Martins, que se aproveitou do erro da dupla e garantiu o título aos 44 minutos do segundo tempo. Um fim dramático às esperanças dos Gunners naquele ano.