O equilíbrio tem sido a marca da Copa do Mundo Feminina e o Chile, estreante em Copas, fez bonito. Manteve o bom nível e dificultou o trabalho da tradicional Suécia. Em um jogo que teve paralisação por causa de chuva forte e raios, a Suécia conseguiu uma vitória por 2 a 0 diante do Chile em jogo que dominaram o tempo todo, mas não conseguiram finalizar com tanto perigo na maior parte do tempo. O trabalho defensivo chileno foi muito bom, mas no lance que não conseguiram marcar bem acabaram punidas com um gol eu decidiu o jogo.

Estreante em Copa

O Chile estreava na Copa do Mundo e, por isso, tinha uma postura mais cautelosa. A Suécia, uma seleção mais estabelecida no futebol feminino, sabia que precisava vencer. Até porque tem os Estados Unidos do grupo, um duelo em que não será favorita, então vencer os adversários mais fracos é obrigação. E, assim sendo, a Suécia exerceu o seu favoritismo, foi dominante, teve a bola e as melhores chances de marcar desde o primeiro tempo.

Duelo com a goleira

A principal estrela do Chile é a goleira Claudia Endler, que joga pelo PSG. Aos 27 anos, ela foi eleita a melhora goleira da liga francesa. É a capitã do time e foi responsável também por dar mais visibilidade ao futebol feminino chileno. E a Suécia travou um duelo com a goleira. Com dificuldade nas finalizações, vencer a arqueira sul-americana se tornou uma barreira enorme.

No primeiro tempo, a Suécia teve duas grandes chances de gol. Em uma delas, a goleira Claudia Endler precisou intervir e defender finalização de Fischer. Depois, Blackstenius teve duas chances em finalizações que foram para fora. Em uma delas, a goleira Endler saiu nos pés da atacante, a pressionando, o que atrapalhou e a levou a errar o alvo.

Chove chuva

O segundo tempo foi complicado para os dois times. A Suécia precisava buscar mais o gol e o Chile se fechada para se segurar na defesa. Só que começou uma chuva forte em Rennes, o que ajudava a desgastar ainda mais os dois times, especialmente a Suécia, mais técnica e que estava buscando o gol. A Suécia era quem mais chegava, mas tinha dificuldade especialmente nas finalizações.

A chuva apertou e começaram a aparecer raios. A arbitragem achou prudente parar o jogo para esperar uma melhora das condições climáticas e não arriscar as jogadoras. O jogo foi paralisado aos 26 minutos do segundo tempo. O jogo ficou parado por cerca de meia hora. A chuva amenizou, as jogadoras voltaram a campo, reaqueceram e voltaram a jogar para os quase 20 minutos finais.

Depois da chuva, gols

Aos 37 minutos, o Chile não conseguiu segurar mais a Suécia. Cruzamento para a área e um bate-rebate danado que passou por três jogadoras até sobrar nos pés da camisa 9, Asllani, que enfiou o pé esquerdo e mandou alta, forte e sem condição da goleira Endler impedir o gol: Suécia 1 a 0.

A pressão da Suécia era grande, mesmo com a falta de eficácia nas finalizações, mas tentando e rondando muito o gol chileno. Endler defendeu o que pôde, mas no lance do gol, em uma falhada marcação, não teve o que fazer no gol da Suécia.

Com mais espaço, a Suécia passou a correr com a bola, tendo espaço, e nos acréscimos, ainda aumentou o placar. E não foi um gol qualquer. Madeelen Janogy partiu com a bola dominada e fez uma jogada maravilhosa, passando por três chilenas no caminho e chutando bonito, no alto, para marcar o gol derradeiro: 2 a 0 e vitória assegurada para as suecas.

Ficha técnica

Chile 0x2 Suécia

Local: Roazhon Park, em Rennes
Árbitra:
Lucila Venegas (México)
Gols: Kosovare Asllani aos 37’2/T,  Madelen Janogy aos 49’/2T (Suécia)
Cartões amarelos: Carla Guerrero, Yessenia Lopez (Chile), Magdalena Eriksson (Suécia)

Chile: Claudia Endler; Su Helen Galaz, Carla Guerrero, Camila Saez e Javiera Toro; Karen Araya, Yanara Aedo (Rovio Soto) e Francisca Lara; Daniela Zamora, Maria Urrutia (Yessenia Lopez) e Rosario Balmaceda. Técnico: José Letelier

Suécia: Hedvig Lindahl; Hanna Glas, Nilla Fischer, Linda Sembrant e Magdalena Eriksson; Elin Rubensson (Madelen Janogy), Kosovare Asllani e Caroline Seger; Sofia Jakobsson, Stina Blackstenius (Anna Anvergard) e Fridolina Rolfö (Lina Hurtig). Técnico: Peter Gerhadsson