De um lado, o tradicional Chivas Guadalajara. Do outro, o Toronto FC, grande sensação na América do Norte. A final da Concachampions descobriu seus finalistas após quatro jogos duros, disputados e com muita rivalidade envolvendo americanos, canadenses e mexicanos. Agora chegou a hora do tão esperado tira-teima entre a Liga MX e a Major League Soccer para ver quem controla o continente.

O Chivas encarou o NY Red Bulls. Depois de amassar o rival e vencer por apenas 1 a 0 no México, a equipe adotou uma arriscada postura defensiva jogando na Red Bull Arena e se segurou de forma muito competente. No jogo de volta, foram 20 finalizações da equipe americana contra apenas uma tentativa dos mexicanos, mas o 0 a 0 prevaleceu. O Chivas chega à final depois de eliminar também o Seattle Sounders e se colocando como carrasco da Major League Soccer, principalmente utilizando a força em casa como arma.

Orquestrado por Giovinco, o Toronto entrou em campo já sabendo quem enfrentaria numa possível final. Depois da ótima vitória em casa por 3 a 1, a equipe canadense começou o jogo contra o América do México se defendendo e buscando os contra-ataques. A contusão de Altidore com menos de dez minutos parecia um indicador de sofrimento, mas o gol de Jonathan Osorio na sequência deixou tudo mais confortável. Os mexicanos pressionaram muito, até fizeram um gol de pênalti no último lance, mas a boa marcação do time da MLS garantiu a vaga na final, com o empate por 1 a 1.

Não será a primeira vez que mexicanos e canadenses se enfrentam na final da Concacaf Champions League. Na temporada 2014/15, o América derrotou o Montreal Impact e consolidou o domínio mexicano no torneio. Em 2018, é a vez de Chivas e Toronto. O Chivas tem apenas uma conquista na Concachampions, ainda nos anos 1960, mas é uma das grandes forças no México, com vários títulos nacionais e uma das maiores torcidas do país. O Toronto tem apenas 13 anos de idade e chega em sua primeira final continental, mas aposta na força de seus jogadores para conquistar o título.

Em campo, tradição e orgulho vão se enfrentar. Os mexicanos confiam em sua força na Concachampions, dominada pelos times do país desde 2006, quando o Toronto FC tinha apenas um ano de existência. Do lado canadense, o peso de conquistar o primeiro título da competição continental para o país e de acabar com o jejum da Major League Soccer na Concachampions. O último título de uma equipe da MLS foi em 2000, com o Los Angeles Galaxy.

Se o Chivas foi o exterminador de equipes da MLS nesta edição da Concachampions, o Toronto foi o carrasco dos mexicanos no torneio. É a hora do tira-teima decisivo, de ver quem vai controlar o continente nos próximos meses e representar no próximo Mundial de Clubes. Será uma grande final, com todos os ingredientes que os fãs de futebol na América do Norte tanto sonhavam.


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