Dentro das quatro linhas ele foi um vencedor. Ganhou duas Libertadores, um campeonato Brasileiro, duas Copas do Brasil, três campeonatos paraguaios e teve ótimos desempenhos com a camisa da seleção. Como treinador, porém, Francisco Jaiver Arce Rolón ainda não decolou e parece ter a triste sina de ser taxado de “salvador da pátria” sem as mínimas condições para isso. Foi assim em seus dez meses de seleção paraguaia e vai ser assim no Cerro Porteño.

Chiqui Arce está no comando da equipe de bairro Obrero há apenas duas semanas, mas já acumula duas derrotas, a perspectiva de uma eliminação cada vez mais provável na Libertadores e a convivência com um intenso bombardeio de declarações e ações de dirigentes e jogadores.

Os péssimos resultados de 2013 geraram uma onda de críticas de alguns diretores contra o plano traçado pelo presidente Juan Zapag. Segundo eles o mandatário deixou coisas demais nas mãos do agora ex-técnico Jorge Fossati, não cuidou da pré-temporada e ainda afagou jogadores que não se aplicam. Os atletas por sua vez, além de conviverem com a desconfiança da torcida e imprensa, ainda tiveram os salários divulgados na internet. Ou seja: o clima nos vestiários é péssimo.

E mesmo assim Arce tem que trabalhar, é claro. De que maneira? Na primeira partida ele já quis mudar as coisas. O esquema com três zagueiros saiu de cena para dar lugar a um 4-5-1, e figuras de qualidade questionável deram lugar a jogadores mais jovens. O problema é que o futebol não avançou e os atletas que não rendiam com Fossati, como Julio dos Santos, Fabbro, Santiago Salcedo e Nanni continuam sem render.  É cedo? Sim, mas a direção de Arce no Cerro já lembra bastante a passagem dele pela seleção do Paraguai. Não exatamente pelos resultados, mas pela situação.

Quando chegou à Albiroja, Arce era lembrado pelos feitos como jogador e exaltado pelo bom trabalho como técnico no pequeno Rubio Ñu. Mais do que manter o desempenho, a Federação queria um time que fosse capaz de propor o jogo e não só reagir aos adversários como foi o time de Tata Martino na Copa América de 2011. Arce então pegou uma equipe que tinha bons resultados num passado recente, mas que precisava de um upgrade e de uma renovação.  Em meio à falta de jogadores e críticas de todos os lados, Chiqui “aguentou” dez meses no cargo. Neste meio tempo, não conseguiu dar um padrão de jogo aos paraguaios e nem foi capaz de entregar, pelo menos em parte, a tão esperada renovação.

Com isso a figura de herói tão propalada se apagou um pouco. De volta ao Rubio Ñu, o treinador não teve os mesmos desempenhos de outros tempos, mas conseguiu o cargo no Cerro muito também pela identificação com o clube. A esperança é de que ele tenha tempo para de fato desenvolver um trabalho. O problema é que a pressão num clube deste tamanho é muito grande e está ainda maior com todo o clima criado nos bastidores. Pra piorar, Olimpia e Libertad estão com pés na próxima fase e o Cerro não… Difícil aguentar no lombo todo este cenário. Ainda mais com apenas cinco anos de carreira como técnico.

Mais paraguaias

No Apertura 2013 o General Díaz segue fazendo história. A equipe de Luque bateu o Guaraní por 1 a 0 e chegou a 15 pontos em cinco jogos, liderando a competição. O Nacional é o segundo, com 12 pontos após vencer o Olimpia por 3 a 0. Olimpia que é o nono colocado. Já o Cerro Porteño perdeu do Capiatá por 1 a 0 e é o último. O Libertad é o terceiro.

Chilenas

– No Chile a Unión Española venceu o San Marcos de Arica por 1 a 0 e se mantém na ponta com 16 pontos em sete jogos ao lado do O’Higgins, que fez 3 a 1 no Antofagasta. O Cobreloa venceu o Everton e é o terceiro, com 15 pontos.

– A Universidad de Chile venceu o Iquique por 2 a 0 e agora ocupa a quinta posição, com 13 pontos. A pontuação é a mesma da Católica que perdeu do Santiago Wanderers por 3 a 2. Já o Colo-Colo foi derrotado pelo Rangers por 1 a 0 e decidiu demitir o técnico Omar Labruna.

Colombianas

Na Colômbia o Cúcuta venceu o Tolima por 2 a 1 e lidera o Apertura com 14 pontos em seis jogos. O Santa Fe é o segundo, também com 14 pontos, mas em sete jogos após a vitória por 3 a 1 sobre o Deportivo Cali. O Once Caldas, que venceu o Atlético de Medellín, é o terceiro.

Uruguaias

O El Tanque Sisley fez 2 a 0 no Fénix e ocupa a primeira posição do Clausura, com nove pontos em três jogos. O Peñarol é o segundo com sete pontos após fazer 2 a 0 no Bella Vista. Já o Nacional bateu o Central Español por 2 a 1 e ocupa agora a oitava posição, com quatro pontos.

Equatorianas

Se enfrenta algumas dificuldades na Libertadores, em solo doméstico o Emelec segue dominando. Os Eléctricos bateram o Manta por 1 a 0 e chegaram a 21 pontos em sete jogos. A LDU de Quito é a segunda colocada com 15 pontos em oito jogos depois de vencer o Independiente José Terán. O Deportivo Quito é o terceiro, enquanto o Barcelona é apenas o nono colocado.

Peruanas

– No Descentralizado 2013, Sporting Cristal e Alianza Lima fizeram um belo jogo que terminou empatado por 2 a 2. O resultado deixa o Alianza na liderança com 11 pontos em cinco jogos e o Sporting Cristal na sétima posição, com sete pontos.

– A vice-liderança é do José Gálvez que fez 2 a 1 no agora terceiro colocado Sport Huancayo.
Bolivianas

– Em território boliviano o Bolívar se aproveita da concentração total no campeonato para seguir firme e forte na liderança. La Academia fez 5 a 3 no Jorge Wilstermann e tem agora 25 pontos em 10 jogos. O Oriente Petrolero, que venceu o Blooming por 3 a 2, tem 23 pontos, mas em 11 partidas disputadas.

– O The Strongest é o nono colocado, com 11 pontos em oito jogos.

Venezuelanas

No Clausura venezuelano o Trujillanos segue como destaque. Após a vitória por 3 a 1 contra o Real Esppor a equipe chegou a 21 pontos em dez jogos e lidera a competição. O Zamora, que fez 5 a 0 no Atlético El Vigía, é o segundo, com 18 pontos, mas com nove jogos feitos. O atual campeão Anzoátegui tem 17 pontos em sete jogos, enquanto o Deportivo Lara soma 13 no mesmo número de partidas.