A Supercopa da Europa havia sido a dica de que o Liverpool não poderia esperar facilidades em Stamford Bridge, por mais que o Chelsea ainda não tenha vencido um jogo em casa nesta temporada. Em Istambul, os homens de Frank Lampard causaram todo tipo de problema ao atual campeão europeu e perderam o título apenas nos pênaltis. Neste domingo, isso voltou a acontecer, mas os Reds conseguiram estender sua sequência de vitórias pela Premier League para 15 ao baterem os donos da casa, por 2 a 1, graças a duas boas jogadas de bola parada.

A partida teve as marcas deste início de trabalho de Frank Lampard. O Chelsea é capaz de grandes momentos ao longo de uma partida, mas lhe falta consistência e, especialmente, mais solidez defensiva. Se o primeiro gol anotado por Trent Alexander-Arnold foi surpreendente, não poderia ter deixado Firmino tão livre no segundo. Mas, quando se viu atrás no placar por 2 a 0, pressionou o Liverpool, descontou com Kanté e teve chances para empatar.

Não conseguiu porque de repente o Liverpool tem dois goleiros seguros, depois de anos com problemas na posição. Adrián tem dado conta do recado, na ausência de Alisson. Havia sido o herói da Supercopa da Uefa, foi muito bem contra o Napoli, pela Champions League, e fez defesas importantes para segurar a vitória que leva o Liverpool a 18 pontos na ponta da tabela do Campeonato Inglês, ainda cinco a mais do que o Manchester City.

O Liverpool começou em cima do Chelsea e abriu o placar aos 13 minutos, com uma jogada ensaiada em cobrança de falta. Mohamed Salah rolou de calcanhar, na entrada da área, para Arnold encher o pé no ângulo de Kepa. O empate quase surgiu alguns minutos depois, quando Christensen lançou Tammy Abraham por trás da defesa. O artilheiro entrou na área, mas parou em Adrián, que fez uma grande defesa.

Aos 30 minutos, Arnold foi quem rolou uma falta pela ponta esquerda, e Robertson cruzou bem para Firmino, livre de marcação, cabecear e fazer 2 a 0. Antes do intervalo, Abraham teve outra chance de marcar o primeiro do Chelsea, mas testou para fora.

O Liverpool quase matou o jogo no começo do segundo tempo, quando Firmino, novamente muito solto, completou de primeira o cruzamento de Arnold na segunda trave, mas Kepa fez uma linda defesa. E, então, a dinâmica mudou.

Kanté arriscou a primeira, aos 15, e levou perigo com a perna esquerda. Aos 25, saiu carregando a bola, girou em cima de Fabinho e, na entrada da área, mudou rápido de direção, levando a bola à perna direita. Colocou no alto, longe do alcance de Adrián, e descontou.

Na reta final, o empate ficou muito próximo do Chelsea, graças a duas jogadas que começaram pela esquerda. Batshuayi cabeceou cruzado, a milímetros da trave, e Mount teve muita liberdade para pegar de primeira, mas isolou, por cima do travessão.

O apito do árbitro foi um alívio para o Liverpool que, desta vez, conseguiu apenas se segurar aos três pontos. Mas foi a 15ª vitória consecutiva, estendendo o recorde do clube pelo Campeonato Inglês. O último time que não foi batido pelo campeão europeu foi o Everton, em março.

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