Acompanhe a escala de gols do Chelsea nos 3 a 0 em cima do Aston Villa neste sábado. Oscar abriu o marcador em jogada de Willian. Diego Costa ampliou após jogada de Willian e Hazard e cruzamento de Azpilicueta. E Willian fechou o placar pegando rebote em finalização de Diego Costa.

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Ficou nítido como a participação de jogadores brasileiros é um denominador comum. Não apenas nas finalizações, mas também na preparação das jogadas. E isso no time que, neste momento, mostra o futebol mais competitivo e consistente no início de temporada na Europa.

Willian e Oscar não são os craques do meio-campo do Chelsea. Esse papel é de Fábregas, o termômetro do toque de bola do time. Mas a dupla brasileira é importante para fazer o jogo fluir. Contra o Aston Villa, ambos se movimentaram bastante, se aproximando dos laterais Ivanovic e Azpilicueta quando esses apoiavam, tabelando com Hazard e servindo Diego Costa. E foi dessa forma que os londrinos venceram com tranquilidade e mantiveram a liderança da Premier League.

O curioso é pensar que, há três meses, essa mesma dupla de meias estava na seleção brasileira e não conseguia se conectar. O Brasil se arrastava na Copa, com um time em que a defesa e o ataque não conversavam e toda a decisão (armação e finalização) ficava nas costas de Neymar. Oscar fez uma boa partida contra a Croácia, e depois disso se destacou mais por marcar a saída de bola do que na criação. Willian teve oportunidades muito esparsas e estava no banco no apocalíptico primeiro tempo dos 7 a 1 da Alemanha.

A vitória do Chelsea diz muito sobre a força da equipe de José Mourinho, mas também diz muito sobre a seleção brasileira e a forma como os jogadores têm sido mal aproveitados com a camisa amarela. E isso porque ainda é possível se aprofundar no fato de o sergipano Diego Costa, que preferiu defender a Espanha, ter mais de 1 gol por jogo com a camisa azul.