O confinamento durante uma pandemia como a que vivemos no momento é ruim para qualquer um, mas é especialmente problemático para mulheres e crianças vítimas de violência doméstica. Buscando criar conscientização sobre a questão, o Chelsea se juntou à instituição Refuge e levantará fundos para prestar assistência a essas vítimas.

Segundo nota publicada pelo Chelsea, todas as doações feitas à Refuge nas próximas seis semanas serão “dobradas” pelo clube, que irá contribuir com uma quantia exata a cada uma delas.

Na mesma nota, Azpilicueta, atuando como um porta-voz da equipe, afirmou ter orgulho da atitude do clube, reforçando o problema social que isso representa.

“A violência doméstica é um assunto muito sério na sociedade, e precisamos dobrar nossos esforços para cuidar daqueles em perigo durante esta pandemia. Tenho muito orgulho do meu clube por apoiar a Refuge em seu trabalho essencial para proteger mulheres e crianças vulneráveis”, declarou o espanhol.

Sandra Horley, diretora-executiva da Refuge, agradeceu pela colaboração, ressaltando a importância da assistência neste momento de convivência forçada das mulheres com seus abusadores.

“É uma questão de vida ou morte. Mais do que nunca, a Refuge precisa chegar a mulheres e suas crianças que precisam dos serviços. Graças ao Chelsea e a seus torcedores, esperamos levantar os fundos tão necessários, alcançando mais mulheres que são vítimas de abuso. Juntos, podemos salvar e mudar vidas.”

O Reino Unido, que teve 1,3 milhão de mulheres vítimas de violência doméstica em 2018, não é o único país que deverá enfrentar uma ascensão perigosa no número de casos. Na França, nas duas semanas que se seguiram ao início do confinamento parcial forçado, houve um salto de 32% no número de casos, com este número sendo de 36% em Paris. A situação é tão preocupante que as autoridades criaram uma espécie de senha para que mulheres pudessem denunciar seus abusadores quando fossem às farmácias, além do governo se comprometer a pagar 20 mil noites de estadia em hotéis a mulheres que precisassem sair de casa por sua própria segurança.

No Brasil, segundo a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), foi registrado um aumento de quase 9% nas ligações para o Disque 180, serviço de denúncia e apoio às vítimas. Este número, no entanto, varia de local para local. No Rio de Janeiro, de acordo com a Gazeta do Povo, o aumento foi de 50% no primeiro fim de semana de confinamento.

Onde denunciar violência contra a mulher durante o confinamento

Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência

190 – Em situação de emergência/flagrante

Se sua cidade tiver unidades, busque informações de contato da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) local.