Toda forma de ajuda é bem-vinda em um momento de emergência. E vale pensar como diferentes necessidades surgem diante das urgências geradas pelo coronavírus. Além de apoiar financeiramente ou cedendo suas instalações, clubes de futebol abraçam outras iniciativas para suprir carências em suas regiões. Nas últimas horas, paralelamente, Chelsea e Paris Saint-Germain pensaram de maneira parecida para doar refeições aos serviços de saúde. Pode ser uma maneira de gerar publicidade positiva a gestões costumeiramente contestadas, mas atendem assim uma parte da população e contribuem além do discurso.

O Chelsea anunciou que vai providenciar 78 mil refeições ao NHS, o serviço nacional de saúde pública do Reino Unido. Parte das doações também serão redirecionadas a instituições de caridade. O clube irá fornecer 13 mil refeições por semana, durante as próximas seis semanas. A intenção é ajudar não apenas os funcionários que permanecem em trabalho exaustivo, mas também grupos de risco e pessoas em situação vulnerável. Idosos, sobretudo, serão beneficiados com o projeto.

“Sempre estivemos comprometidos em ajudar nossa comunidade, em especial os vulneráveis, e neste momento reconhecemos que isso é mais importante que nunca”, declarou Bruce Buck, presidente do Chelsea. Os Blues já apoiavam uma campanha contra a violência doméstica e também disponibilizaram o hotel de Stamford Bridge para suporte ao NHS. Nesta semana, o clube garantiu o pagamento integral de seus funcionários, sem qualquer corte previsto até o momento ou apoio de programas governamentais.

O Paris Saint-Germain, por sua vez, direcionará 25 mil refeições a funcionários de hospitais de Paris. Serão mais de 1,2 mil refeições preparadas por dia nas cozinhas do Parc des Princes. Já a entrega será realizada por 60 voluntários que trabalham em trailers, barracas e food trucks ao redor do estádio. Sete hospitais já foram atendidos pela ação dos parisienses, na hora do almoço e também do jantar. A Coca-Cola também abraçou a ideia, doando 20 mil bebidas.

“Estamos vivendo uma crise global sem precedentes. Nestes momentos difíceis, o PSG está orgulhoso em contribuir o quanto for possível para mobilizar sua comunidade e por concretamente ajudar esses que estão no front todos os dias. Eles são os reais heróis”, declarou Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG. O clube também havia disponibilizado instalações e veículos próprios ao serviço de saúde francês, além de ter feito uma doação de alimentos anterior.