O placar de 2 a 1 contra o vice-lanterna pode não parecer um grande resultado, mas a atuação do Chelsea na vitória sobre o Aston Villa foi bastante positiva para além dos números. Dominante do início ao fim, o time de Lampard poderia ter tranquilamente obtido um placar mais largo diante do controle exercido sobre os donos da casa. Com os tropeços dos concorrentes, de quebra abriu cinco pontos de vantagem para o Manchester United, primeira equipe fora do top 4.

O meia fez uma de suas ótimas partidas na temporada, flutuando bem entre as linhas quando possível, alternando posições no terço final do campo e usando sua técnica e incisividade para criar oportunidades aos companheiros, como quando serviu Loftus-Cheek, que chegou atrasado para concluir a jogada aos 39 do primeiro tempo.

Mesmo bastante superior na primeira etapa, o Chelsea tinha dificuldades para encontrar espaços para penetrar, com o Aston Villa bastante recuado e compacto, fechando todas as vias e forçando os londrinos a jogar pelas pontas. De quebra, em uma de suas poucas subidas, o time da casa foi quem abriu o placar.

Aos 43 minutos, Grealish ajeitou para Douglas Luiz, e o brasileiro cruzou alto, para a segunda trave. Lá, o zagueiro Kortney Hause se livrou da marcação e tentou a finalização duas vezes para enfim bater Kepa.

A manutenção da vantagem no placar parecia improvável ao Villa diante do domínio dos Blues, e uma alteração fez a diferença para a equipe visitante. Aos dez minutos do segundo tempo, Pulisic entrou no lugar de Loftus-Cheek, pronto para desequilibrar. Apenas cinco minutos depois, apareceu na segunda trave para completar cruzamento de Azpilicueta e empatar o jogo.

O gol desestabilizou rapidamente o Villa, e a virada veio quase que imediatamente. Aos 17 minutos, Mount construiu bem a jogada, tabelando com Giroud, soltou para Azpilicueta na esquerda, e o espanhol tocou para o meio da área. Referência física como poucos, o francês dominou, girou tirando da marcação e bateu firme, contando com desvio para fazer o 2 a 1.

Sem oferecer nada ofensivamente, o Aston Villa não ameaçou a vitória do Chelsea. Em sua melhor oportunidade, os anfitriões viram Jota, que acabara de entrar, finalizar rente à trave esquerda de Kepa, depois de jogada ofensiva criada do nada e que contou com erro de Christensen.

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Entre os concorrentes à última vaga na Champions League da próxima temporada, o Chelsea foi o que mostrou futebol mais animador em sua volta à Premier League, aumentando para cinco pontos a vantagem sobre o quinto colocado, Manchester United. Ainda é cedo para saber o que isso indica, e as oito rodadas restantes são uma porção significativa do campeonato.

De qualquer forma, olhando mais a longo prazo, a equipe de Lampard parece estar em boa posição para buscar seu objetivo de se desprender do segundo pelotão da Premier League, meta que ficou clara com as contratações importantes de Ziyech e Timo Werner.