Chelsea atendeu seu capitão e, com um ótimo trabalho defensivo, teve o primeiro 0 a 0 sob o comando de Lampard

Cesar Azpilicueta, membro sênior do time do Chelsea, havia jogado a real na entrevista coletiva antes da estreia na Champions League contra o Sevilla: “Está claro que, se quisermos lutar por tudo, precisamos melhorar defensivamente”. O capitão dos Blues seguiu dizendo que é impossível fazer três gols todos os jogos, que a pressão por não conseguir manter a meta intacta afeta tanto a defesa quanto o ataque. Por isso, por mais feio que tenha sido o 0 a 0 desta terça-feira em Stamford Bridge, o Chelsea pode pelo menos valorizar uma atuação defensiva exemplar contra o atual campeão da Liga Europa.

E foi isso que fez. Personagens como Ben Chilwell e Frank Lampard fizeram questão de destacar o clean sheet – termo em inglês para quando um time não sofre gol – que acabou, inclusive, gerando o primeiro empate sem gols do trabalho do treinador à frente do Chelsea. “Foi uma atuação defensiva muito organizada. E eles (o Sevilla) foram muito bons por isso que tiveram tanto sucesso nos últimos anos. Lidamos com tudo que eles fizeram. Tivemos alguns momentos também. Foi um jogo cauteloso, dois times muito bons se cancelando no primeiro jogo”, analisou Lampard.

E foi mais ou menos isso mesmo. O Sevilla teve mais posse de bola, com muito espaço para Ivan Rakitic ditar o ritmo da partida, mas nenhum dos dois lados criou muitas chances perigosas. Quando os espanhóis conseguiram ameaçar, o Chelsea pôde contar com Edouard Mendy, de volta às metas após uma leve lesão na coxa. Ele mostrou reflexo para afastar uma cabeçada de Nemanja Gudelj que desviou em Zouma e depois agarrou com firmeza a batida de Ocampos, após um erro do zagueiro francês.

Tudo isso aconteceu no primeiro tempo. O segundo foi ainda mais pobre ofensivamente, com exceção de uma batida bonita de Joan Jordán por cima do travessão. Sentiu falta de lances do Chelsea no campo de ataque? Pois é. Na realidade, o único que produziu alguma coisa, sempre procurando espaço para chutar, foi Timo Werner. Ele teve um par de chances, mas estava com o pé um pouco torto demais.

Faltou ao Chelsea conseguir combinar a atuação defensiva bem acima da sua média com a fluidez que costuma apresentar no ataque. O segredo de sempre para ser um grande time: equilíbrio. Mas, com tantos reforços e um treinador ainda relativamente inexperiente, é um trabalho em andamento. A ordem do dia foi limitar o Sevilla o máximo possível – e não dava para ser muito menos do que cinco finalizações, apenas duas no alvo – e, como disse, Lampard, pegar o ponto e seguir em frente.

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