Apesar do favoritismo, o Barcelona não esperará um jogo fácil contra o Chelsea nesta quarta-feira, no primeiro encontro das equipes pelas semifinais da Liga dos Campeões. Os blaugranas tentam perpetuar por mais um ano a supremacia continental, três dias antes do clássico decisivo contra o Real Madrid pelo Espanhol. Já os blues apostam suas fichas na partida, diante dos objetivos bem mais modestos na Premier League.

A partida no Stamford  Bridge ainda suscita um ar de revanche, principalmente pelo confronto das semifinais de 2008/09, quando Andrés Iniesta marcou um gol nos minutos finais para eliminar o Chelsea e colocar o Barça na decisão. Desde 2005, os dois clubes se encontraram oito vezes na competição, com duas vitórias para cada lado e quatro empates.

Capitão dos londrinos, Frank Lampard reiterou as chances de seu clube avançar na competição: “É imperativo pressionar o Barcelona. O problema é saber em que parte do campo se deve fazer isso. Temos que parar Messi, Iniesta Xavi… Mas não importa não sermos favoritos, nosso time tem disciplina. É uma decepção ter chegado em tantas semifinais e não ter ganho nenhuma, mas cremos no time e nossas possibilidades”.

O principal desfalque do Chelsea para a partida se concentra na defesa, onde David Luiz está totalmente descartado, após sofrer lesão contra o Tottenham no domingo. Sem o brasileiro, caberá a John Terry e Gary Cahill resguardarem o gol defendido por Petr Cech, enquanto Branislav Ivanovic e Ashley Cole ocupam as laterais.

Sem maiores problemas, o meio de campo contará com John Obi Mikel e Frank Lampard na cabeça de área, além de Ramires, Salomon Kalou e Juan Mata compondo o trio de meias. A dúvida fica em relação ao comandante do ataque, se Di Matteo manterá Didier Drogba ou promoverá o retorno de Fernando Torres.

Do outro lado, Pep Guardiola não terá que se preocupar com lesões, algo que não acontecia há tempos. Com Victor Valdés no gol, a defesa contará com o retorno de Gerard Piqué, que deverá compor trio de zagueiros ao lado de Carles Puyol e Javier Mascherano. Já no meio de campo, a formação mais usual dos últimos tempos conta com Daniel Alves, também de volta pelo lado direito, mais Xavi, Sergio Busquets e Andrés Iniesta.

E, com tantas opções, a única certeza é a de que Lionel Messi comandará o trio de ataque. Os mais cotados para auxiliar o camisa 10 são Alexis Sánchez e Pedro. Porém, não será surpreendente se Cesc Fàbregas aparecer tanto no setor ofensivo quanto no meio, com a possibilidade de Iniesta aparecer mais adiantado pelo lado esquerdo do campo.

Em coletiva, Guardiola comentou as dificuldades que espera para o jogo: “Não creio que o Chelsea jogue para vingar-se, mas para estar na final. Eles passaram os últimos dez anos no topo da Inglaterra e da Europa e tenho meu respeito por esses atletas, que jogaram centenas de partidas juntos. Eles não têm sido regulares, mas mostraram contra o Tottenham que estão entre os melhores do mundo”.