O Chelsea passou à frente da concorrência e assegurou os serviços de Christian Pulisic, jovem estrela do Borussia Dortmund e da seleção americana, por € 64 milhões, o que o torna o jogador o mais caro da história nascido nos Estados Unidos. Pulisic, 20 anos, passará os próximos meses emprestado ao Dortmund antes de se apresentar ao seu novo clube, no começo da temporada 2019/20.

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O Dortmund ficou de mãos atadas quando descobriu que Pulisic não estava propenso a renovar o seu contrato, que terminaria na metade de 2020. Segundo o diretor esportivo do clube alemão, Michael Zorc, o sonho de jogar na Premier League falou mais alto. “Isso certamente tem a ver com a sua origem americana”, explicou o dirigente – a Premier League é muito popular nos EUA. Nesse cenário, o negócio foi excelente: € 64 milhões por um jogador que, daqui a um ano e meio, o Dortmund perderia de qualquer maneira.

Esse valor é o mais alto pago por um jogador americano, superando em muito os aproximadamente € 20 milhões que o Wolfsburg desembolsou por John Brooks, em 2017. Pulisic também é o terceiro atleta mais caro a ser vendido por um clube da Bundesliga, atrás de Ousmane Dembélé, que foi do Dortmund ao Barcelona por € 115 milhões, e Kevin de Bruyne, do Wolfsburg ao Manchester City por € 76 milhões. Dados do site especializado Transfermarkt.

Ao longo dos últimos mercados, Pulisic foi bastante especulado no Arsenal e no Liverpool, no qual se reencontraria com Jürgen Klopp, treinador que o recebeu no Borussia Dortmund. Os Reds tiveram uma proposta recusada pelo jovem americano em 2016. Na última pré-temporada, o Liverpool enfrentou o Dortmund, em amistoso nos EUA, e Klopp elogiou-o publicamente.

No entanto, de acordo com o Liverpool Echo, desde a chegada de Xherdan Shaqiri, o Liverpool parou de considerar seriamente uma investida por Pulisic. O suíço tem operado muito bem ao lado do trio de ataque vermelho, e o clube não investiria tanto dinheiro em um jogador de rotação de elenco, por mais talentoso que fosse. Sem uma abordagem séria do Arsenal, o caminho ficou limpo para o Chelsea arrebatar mais um jogador de ataque para o time de Maurizio Sarri.

E era necessário. O Chelsea atualmente conta com apenas três jogadores adultos de lado de campo para encaixar no esquema favorito de Sarri, o 4-3-3: Hazard, Willian e Pedro. O jovem Callum Hudson-Odoi, 18 anos, ganhou oportunidades na Liga Europa e fez seu primeiro jogo com Sarri na Premier League no Boxing Day, contra o Watford, um dia depois do Natal.

Pulisic atua pelos lados ou atrás do centroavante. É talentoso e tem um futuro promissor, mas, em um primeiro momento, não resolve o principal problema do Chelsea: a falta de gols em seus jogadores ofensivos. O artilheiro do time é Hazard, com 12 tentos. Apenas Morata, Pedro, Loftus-Cheek e Giroud marcaram pelo menos cinco vezes na temporada. Apesar de um estilo ofensivo, o Chelsea tem o pior ataque entre os seis times mais ricos da Premier League, com 38 gols, três a menos que o Manchester United.

O americano pode ser transformado em uma máquina de gols, como Sarri fez com Dries Mertens no Napoli, por exemplo. Mas, por enquanto, não é essa sua especialidade. Em 115 partidas pelo Borussia Dortmund, colocou apenas 15 bolas nas redes. Além disso, contribuiu com 20 assistências. Ainda não é aquele jogador decisivo quando está perto da área. Foi titular apenas uma vez nas últimas sete partidas em que entrou em campo pelo Dortmund na Bundesliga.

“É um privilégio ter assinado por um clube tão lendário e estou ansioso por contribuir para este time de jogadores de primeira linha. Ansioso para trabalhar com Maurizio Sarri e sua equipe técnica”, afirmou Pulisic, em uma nota oficial no seu Twitter. “Mas, pelos próximos seis meses, é tudo sobre o Borussia Dortmund. Por favor, não duvidem da minha paixão, determinação e meu compromisso de 110% para o time até a último chute na bola nesta temporada. Todos sentimos que este é o nosso ano e estamos determinados a alcançar o melhor resultado possível em todas as competições”.

O Borussia Dortmund lidera a Bundesliga, com 42 pontos, seis a mais do que o Bayern de Munique, segundo colocado. A essa campanha, Pulisic contribuiu com apenas um gol e duas assistências, em 11 partidas, cinco como titular.