O Paris Saint-Germain ganhou uns dias a mais de descanso na Ligue 1, por conta de sua campanha até a decisão da Champions League. Os atuais tricampeões nacionais estrearam apenas nesta quinta-feira, quando a maioria dos concorrentes já tinha entrado em campo duas vezes. E o novato Lens, de volta à primeira divisão francesa, carimbou a faixa dos parisienses. Thomas Tuchel escalou uma equipe cheia de reservas, sem vários protagonistas por causa dos casos de COVID-19 no elenco. E a força não foi suficiente no Estádio Félix Bollaert-Deléllis: aproveitando um erro da defesa adversária, os anfitriões comemoraram a vitória por 1 a 0.

Nem todos os titulares do PSG nesta quinta são realmente frequentes na equipe. Defesa e meio-campo tinham nomes importantes, como Presnel Kimpembe, Marco Verratti, Ander Herrera e Idrissa Gana Gueye. Já o ataque estava totalmente desfigurado, com Pablo Sarabia acompanhado pelos garotos Arnaud Kalimuendo-Muinga e Kays Ruiz-Atil. Entre os vetados por causa do coronavírus estavam Keylor Navas, Marquinhos, Leandro Paredes, Ángel Di María, Mauro Icardi, Neymar e Kylian Mbappé. Um mistão que não intimidou o Lens, após a estreia com derrota diante do Nice.

Desde o primeiro tempo, o Lens mostrou que poderia aprontar. Os contra-ataques levavam perigo e, aos 17 minutos, Ignatius Ganago quase marcou um golaço. O atacante arrancou após lançamento do goleiro, fez um buraco na marcação e carimbou a trave. O PSG era bem menos ameaçador quando chegava, por mais que mantivesse o controle das ações, e não tinha poder de fogo sem os seus principais atacantes. As tentativas eram limitadas basicamente a chutes ruins.

O gol da vitória foi anotado aos 12 minutos do segundo tempo. E seria um presente de Marcin Bulka, terceiro goleiro do PSG, que apareceu como titular nesta noite. O polonês saiu jogando errado e entregou a bola nos pés de Ganago. O atacante se livrou de Verratti e, com a meta aberta, arrematou firme para garantir o triunfo. Provocou a efusiva comemoração da torcida do Lens, que ocupou parcialmente as arquibancadas do Félix Bollaert, com 5 mil presentes.

Bulka ainda se redimiu e bloqueou uma cabeçada à queima-roupa de Simon Banza pouco depois. O PSG sequer teve forças para reagir, sem um banco de reservas com muitas opções para mudar a partida – com o relegado Jesé Rodríguez entre os escolhidos por Tuchel. A única finalização dos parisienses na meia hora final veio em falta cobrada por Ander Herrera, que seguiu por cima do travessão. Não seria surpreendente se a vitória do Lens fosse mais ampla.

O resultado no Félix Bollaert é circunstancial, mas volta a bater na tecla sobre a forma como o PSG tem um elenco insuficiente e sobre a dependência de seus principais craques. Que fosse uma escalação recheada de reservas, não se esperava uma atuação tão apática. Melhor para o Lens, que apresenta seu cartão de visitas na Ligue 1. Em sua volta à primeira divisão após cinco anos, o Sang et Or garante uma vitória para recompensar a devoção de sua apaixonada torcida. Seu objetivo será a permanência, mas com três pontos que poucos concorrentes conseguirão arrancar.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

*Por questões técnicas do Sofa Score, não conseguimos incorporar o campinho no texto